Saúde

Brasil: consumo de vegetais está aquém do recomendado

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre 1988 e 1996 mostram que o consumo de frutas no Brasil equivale a apenas 3% do total de alimentos ingeridos diariamente. De acordo com o Ministério da Saúde, esse percentual, assim como o de legumes e outros vegetais (0,5%) está muito aquém do limite mínimo de 7% recomendado para esses grupos alimentares.

Uma das razões apontadas como causa deste baixo consumo é o aumento do comércio de alimentos industrializados, ricos em gordura, sal e açúcar e pobres em micronutrientes. “Esse crescimento tem a ver com o incentivo da mídia e com o condicionamento à moderna vida urbana”, avalia a coordenadora da Promoção da Alimentação Saudável do ministério, Anelise Rízzolo.

Segundo ela, o ritmo acelerado e a necessidade cada vez maior de aumentar a produtividade no trabalho deixam pouco tempo para que as pessoas se preocupem com as refeições. “Sucos de frutas naturais requerem um certo tempo para o preparo e têm durabilidade menor que as bebidas industrializadas”, exemplifica.

Um contra-senso, segundo o ministério, considerando-se que o Brasil apresenta grande variedade de frutas e vegetais produzidos durante todo o ano.

A recomendação atual é de que o ser humano coma pelo menos cinco porções diárias de frutas, verduras e legumes. “Esses vegetais são fontes importantes de vitaminas, sais minerais, água, fibras, antioxidantes e glicídios de fácil digestão. Cada um desses nutrientes desempenha função essencial para o pleno desenvolvimento e metabolismo do organismo”, destaca a Agência Saúde.

Segundo a assessoria de imprensa, o Ministério da Saúde brasileiro já desenvolve várias ações para a promoção da alimentação saudável. Uma das estratégias mais recentes foi o lançamento da publicação “Alimentos Regionais Brasileiros” (www.saude.gov. br/alimentacao), que apresenta os diferentes vegetais presentes em todas as regiões do País, além de receitas e dicas de preparo.

O governo brasileiro anunciou apoio à “Estratégia Global sobre Dieta, Atividade Física e Saúde” bem antes do documento ser aprovado. O secretário nacional de Vigilância Sanitária, Jarbas Barbosa, ressalta que, no Brasil, 33% da taxa de mortalidade está relacionada a doenças cardiovasculares e 13% ao câncer - sem contar o diabetes e outras doenças crônicas.

“Por aí vemos o peso que têm nas taxas de mortalidade as doenças relacionadas a fatores de risco como o tabagismo, inatividade física e alimentação inadequada”, comenta Barbosa.

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