Bairros

'População não valoriza vegetação'

Thaís da Silveira
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Na opinião do titular da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), Luiz Pires, pouca gente em Bauru reconhece a importância da vegetação nativa que ainda existe no município.

“Muita gente fala que é mato, matinho, porque a vegetação não é tão frondosa. Por serem árvores baixas, tortas, de casca grossa, é comum as pessoas não ligarem para esse tipo de ecossistema”, diz o secretário.

Em geral, a população valoriza imagens da floresta amazônica, do pantanal e da mata atlântica, em detrimento do cerrado.

“O cerrado foi sempre deixado como última opção de preservação. Só pelo fato do cerrado estar em solo pobre e, portanto, em terras mais baratas. A especulação imobiliária destruiu esse tipo de vegetação por ela não ter aparência bonita”, avalia Pires.

Conforme matéria publicada recentemente pelo JC, o cerrado da região de Bauru foi definido recentemente pelo Ministério do Meio Ambiente como área prioritária para conservação, de importância “extremamente alta”.

Foram selecionadas 900 regiões em todo o País. São locais de interesse ecológico escolhidos por mais de 1.000 cientistas e técnicos de governos, de instituições de ensino e pesquisa, de organizações não-governamentais e da sociedade civil.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, isso significa que os governos terão de organizar suas políticas para o correto uso dessas áreas, que precisam de atenção especial.

A área tem 132.628,03 hectares e, além de Bauru, abrange parte dos municípios de Agudos, Borebi, Cabrália Paulista, Duartina, Paulistânia e Piratininga.

“Precisamos nos aparelhar para dar proteção a essas áreas - garantir a sobrevivência e frear o desmatamento -, além de fiscalização. Por isso, vamos buscar recursos federais”, afirma Pires.

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