Apesar do calendário ainda apontar o mês de maio, a procura pelos típicos artigos juninos já está crescendo no comércio de Bauru. De acordo com comerciantes, as vendas começaram a aumentar na segunda quinzena deste mês. A expectativa para o segmento é de mais movimentação a partir desta semana.
Por enquanto, os chapéus caipiras e as bandeirolas estão cedendo espaço aos doces tradicionais, como paçoca, pé-de-moleque, maria-mole e cocada, entre outros.
É o que afirma Milena Ribeiro Camargo, gerente de uma loja de R$ 1,99 localizada no Calçadão da Batista de Carvalho. “Os doces já estão saindo bem. Sempre é assim. A partir do dia 20 de maio, já começamos a vender”, afirma.
Ela espera que, a partir do começo do mês de junho, os demais artigos comecem a ser procurados. “É quando têm início as festas juninas das escolinhas”, explica.
José Carlos Zaratine, gerente de outra loja de R$ 1,99 do Calçadão da Batista de Carvalho, conta que já está vendendo chapéus e bandeirolas, mas confirma que os doces ainda são os produtos mais procurados. “Estamos começando a vender artigos juninos. Mas estão saindo principalmente doces”, diz.
Assim como Milena, ele espera obter o auge das vendas no início de junho. “O pessoal já se prepara no mês de maio. Mas, prevendo já essa grande procura em junho, estamos nos preparando”, expõe.
Não só as lojas de R$ 1,99 são procuradas nesse período. Nos supermercados, a venda de artigos juninos também está em alta. É o que afirma Marcos Renato Lourenção, gerente de uma rede de supermercados de Bauru.
De acordo com ele, desde o dia 20 de maio a procura já é grande. Este ano, a rede já vendeu cerca de 8% a mais em relação ao mesmo período do ano passado no segmento de artigos juninos. O gerente espera vender, até o final desse período de festas, 20% mais que em 2003.
São doces caseiros, paçoca, doce de leite, pé-de-moleque, amendoim, canjica e milho para pipoca, entre outros. Produtos utilizados nas bebidas quentes também são alvo dos consumidores, como vinhos e aguardentes. Na opinião de Lourenção, o frio acentuado das últimas semanas tem impulsionado as vendas.
O gerente argumenta, ainda, que neste ano os preços estão mais competitivos em relação a 2003. “O preço ajuda bastante. Conseguimos reduzir os custos em relação ao ano passado, através de negociações com fornecedores e de compra antecipada. Esperamos que o consumidor compre mais”, observa.
Quanto a produtos como chapéus caipiras, ele espera que a procura seja maior em junho.
Fogos
Ao contrário dos doces, este ano a venda de fogos de artifício e similares ainda não está correspondendo às expectativas dos comerciantes.
É o que afirma Ismael Henrique Patrício, proprietário de uma loja do ramo localizada na região central de Bauru.
“Está pior que todos os anos. As vendas ainda nem começaram. Só uma bombinha ou outra. Estou vendendo mais bombinha para espantar cachorro, pomba e rato do que para a criançada”, diz.
Patrício conta que, em anos anteriores, a procura pelos produtos começava no mês de maio. Além de rojões e baterias de fogos de artifício, eram vulcõezinhos, foguetinhos coloridos e palitos de chuva de prata.
“Vinha um monte de gente comprar. Mas está caindo cada vez mais. Por um lado, é bom porque são menos acidentes que ocorrem com as pessoas. Mas eu acho que é por falta de dinheiro e pelas campanhas contra fogos”, avalia.
Ainda assim, o comerciante espera que o clima festeiro do mês de junho o ajude a vender um pouco mais. “Tenho esperança de vender para pagar o que eu comprei. Se eu conseguir isso, já está bom”, afirma.