Geral

Movimento atinge outras categorias

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

O fato de maio ser a data-base de várias categorias de trabalhadores faz com que o mês que terminou ontem seja, historicamente, marcado por movimentos grevistas. Neste ano, em Bauru, nada menos que cinco setores, além da prefeitura, estão em campanha salarial.

A greve que parece estar mais próxima do final é a dos funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que paralisaram parcialmente as atividades em Bauru no dia 27 de abril.

O movimento reivindicava 47,11% de rejuste salarial, mas ontem à tarde decidiu aceitar a proposta do governo federal que concede aumento de 12% a 32%, dependendo do cargo, para os servidores da ativa, e de 9% a 29% para os inativos, além de um abono salarial de R$ 184,00.

Segundo o servidor Jonas Luiz de Castro, que integra o comando de greve na cidade, uma assembléia que será realizada amanhã irá, oficialmente, deliberar o fim da paralisação.

Os professores e funcionários da Universidade Estadual Paulista (Unesp) estão em greve desde o dia 21 de maio. Apenas os serviços essenciais do câmpus de Bauru foram mantidos. A categoria quer 16% de reajuste, mas a Reitoria oferece 0%, alegando que 95% do orçamento da instituição já estão comprometidos com a folha de pagamento.

A Universidade de São Paulo (USP) integra o mesmo movimento da Unesp, mas as atividades do câmpus de Bauru ainda não foram paralisadas. A diretora do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), Elaine do Amaral Godoi, afirma que uma assembléia será realizada para definir a questão, mas ela não foi agendada até o momento porque o comando de greve está concentrando os trabalhos na Capital.

Já os servidores estaduais do setor da Saúde realizaram, na semana passada, uma paralisação de 48 horas no município. Eles discutirão os próximos passos do movimento na quinta-feira. Os trabalhadores pedem 30% de aumento, a contratação de funcionários por meio de concurso público e melhorias nas condições de atendimento aos pacientes.

Outra categoria que pode cruzar os braços nos próximos dias é a dos funcionários do Fórum. Em assembléia realizada ontem, os servidores de Bauru votaram pela greve caso não haja acordo na reunião marcada para amanhã, em São Paulo.

A presidente da Associação dos Funcionários do Fórum, Luciana Dias Duarte, revela que a categoria quer 39% de reposição salarial.

Os agentes penitenciários, por sua vez, agendaram assembléia para o dia 15, quando irão decidir se paralisaram ou não as atividades. Eles reivindicam 40,80% de aumento.

Comentários

Comentários