Bairros

Maio é o mais chuvoso em 17 anos

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

O mês de maio de 2004 foi o mais chuvoso dos últimos 17 anos em Bauru. Até as 15h de ontem, havia chovido quase três vezes mais que a média para o período, que é de 59 milímetros. Em 23 anos de registros na cidade realizados pelo Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o mês que terminou ontem ficou em terceiro lugar, com 175 milímetros.

A primeira posição no ranking de maior índice pluviométrico ficou para o ano de 1983, quando choveu mais de 250 milímetros. O segundo colocado foi o ano de 1987, quando caiu quase 250 milímetros de água. “Este ano está parecido (um pouco acima) com 1990 e 1998”, diz o meteorologista do IPMet, José Carlos Figueiredo, ao analisar os gráficos.

Ele informa que ainda não existem explicações para o aumento da chuva neste período do ano (maio), o que será avaliado a partir de hoje. “Analisaremos o globo todo: o Estado, o País e o mundo. Mas pelo gráfico observamos que não é raro chover além da média. No entanto, se quisermos normatizar o evento (com cálculos) verificaremos que a chuva de maio foi atípica”, alerta Figueiredo.

O meteorologista não descarta a possibilidade da tendência continuar neste mês, quando a previsão aponta chuva dentro da média de 50 milímetros. Até porque, se as previsões acertarem, os meses de julho e agosto serão os mais úmidos dos últimos quatro anos. Conforme o JC publicou, nos próximos dois meses, a chuva deve ser quatro vezes maior que a média para o período. Por essa razão, o instituto aguarda um inverno (começa dia 20) chuvoso.

O IPMet também aponta chuva sem trégua nos primeiros dias deste mês. De acordo com a previsão, hoje será um dia nublado com chuvas e trovoadas isoladas. Para amanhã a tendência será a mesma, mas com períodos de melhoria.

Previsão

Na quinta e na sexta-feira, os dias continuam chuvosos e com previsão de trovoadas. As temperaturas continuam estáveis, sendo que a mínima não será inferior aos 13 graus. Apesar do frio deixar de ser tão intenso, a chuva continuará atravancando a vida de muitos bauruenses, principalmente os que moram em bairros como Pousada da Esperança, Parque Jaraguá, Santa Edwirges, Roosevelt, Santa Fé, Santa Cândida e Jardim Solange.

Nestas regiões, informa a Defesa Civil, a situação já precária das ruas de terra ou asfalto falho ficou ainda pior por causa da intensidade das águas, que anteontem vieram acompanhadas de granizo e vento. Juntos, eles arrancaram 14 árvores e alagaram avenidas como a Nações Unidas que, até ontem pela manhã, permaneciam “decoradas” com areia e barro.

“A chuva sempre dá trabalho, principalmente na periferia porque a vazão de água é grande e as ruas são de terra”, reitera o secretário municipal de Obras, José Ângelo Padovan, que espera a chuva parar para iniciar os trabalhos de recuperação na quadra 10 da avenida Rodrigues Alves, sentido Falcão/Nações Unidas. As obras no sentido contrário foram concluídas no domingo à tarde.

Também por causa da chuva, a duplicação da avenida Luiz Edmundo Coube, no trecho entre o Hospital Estadual Arnaldo Prado Curvêllo e o câmpus da Universidade Estadual Paulista (Unesp) está suspensa.

Segundo Padovan a empresa H. Aidar, vencedora da licitação, iniciaria ontem o desamamento no entorno da pista (do lado Sociedade de Integração e Reabilitação do Incapacitado – Sorri), não fosse as águas que caíram durante todo o dia. Quando o tempo estiver menos úmido, a empreiteira, além de fazer o trabalho, entrará com máquinas no local para retirar o antigo pavimento das pistas.

O secretário de Obras não soube precisar a data do início da obra nem como o trânsito será organizado no local.

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Pluviômetro

O IPMet realiza as medições de chuva com um equipamento denominado pluviômetro. O medidor de aço galvanizado tem o formato de um funil cumprido com uma abertura superior a 20 centímetros de diâmetro, que recebe a água da chuva.

Conforme recomenda a Organização Meteorológica Mundial (OMM), um técnico do instituto realiza quatro medições por dia, sendo uma pela madrugada, outra pela manhã, a terceira à tarde e a última à noite.

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