Regional

Exame de DNA vai dizer se corpo carbonizado é de piloto de Marília

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 1 min

Tupã - O delegado seccional de Tupã, João Osinski Júnior, encaminhou ao Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo, os crânios das duas pessoas que foram encontradas carbonizadas em uma fazenda na cidade paraguaia de Yby Yan, na semana passada. Há fortes suspeitas de que uma das vítimas seja o piloto de Marília, Valdir Guarezzi, 66 anos.

Foi solicitado exame de DNA da arcada dentária das vítimas. O exame é o único capaz de comprovar se se trata realmente do piloto, que está desaparecido desde 18 de maio. O resultado deverá ficar pronto dentro de 30 dias, segundo informou o delegado.

Além dos corpos, foram encontrados no local destroços do avião Bonanza BE-35, prefixo PT-ISL, de propriedade de Guarezzi.

O proprietário da fazenda, Eugênio Campozano, está internado em um hospital de Campo Grande (MS) com queimaduras pelo corpo. Foi decretada a prisão temporária do fazendeiro. Assim que ele tiver alta será ouvido pelo delegado.

Segundo Osinski Jr., Campozano tem diversas passagens pela polícia, tanto no Paraguai como no Brasil, inclusive por tráfico de drogas.

Por esse motivo, ele acredita que Guarezzi foi vítima de uma quadrilha internacional, que teria roubado o avião para utilizá-lo no tráfico.

O delegado acha pouco provável encontrar o piloto ainda com vida.

Está sendo investigado também o ex-dono do celular de onde partiu a ligação para o piloto de Marília contratando o serviço de transporte aéreo até Goio-Erê (PR).

A polícia chegou a ouvir o ex-proprietário, mas ele negou que tenha feito a ligação. Segundo ele, o aparelho foi vendido para uma pessoa desconhecida.

Guarezzi saiu de Marília com destino a Tupã. Lá, ele iria se encontrar com duas pessoas que haviam contratado o vôo até a cidade paranaense. Depois disso não foi mais visto.

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