• Suplementação
O Diário Oficial do Município (DOM) de ontem trouxe novo decreto de crédito adicional do prefeito para várias pastas. O problema é que, como sempre, esses decretos burocráticos e técnico-contábeis nunca vêm acompanhados da explicação de seu conteúdo. Então, vamos cobrar a explicação para se gerar mais R$ 2,3 milhões para Obras e outros R$ 3,6 milhões para Eduçação.
• Contas parciais
A maneira pouco didática com que a administração apresenta suas contas já se tornou praxe nas audiências públicas na Câmara Municipal que tratam da execução orçamentária. Na reunião, realizada há poucos dias, a Secretaria de Finanças voltou a apresentar dados parciais e repetiu a postura de deixar perguntas sem resposta. E não admite cobranças.
• Improcedente
A 9.ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça (TJ) julgou improcedente o recurso ao agravo de instrumento negado em primeira instância protocolado pelo vice-prefeito Dudu Ranieri (PFL), que pedia sua participação na ação que reconduziu Nilson Costa (PTB) ao cargo de prefeito em outubro do ano passado. De certa forma, a decisão do TJ reforça a permanência de Nilson até o final de seu mandato.
• Cúpula petista
O diretório estadual do PT se reúnirá amanhã, em São Paulo, para discutir os recursos protocolados por militantes das instâncias do Interior do Estado. Consta na pauta, o recurso de um grupo de sindicalistas de Bauru, que solicita ao diretório estadual a apuração das circunstâncias em que se deu o rompimento do PDT com o PT para a eleição municipal.
• Ação cutista
O grupo de oposição ao vereador José Carlos Batata, que integra a subsede regional da CUT, prepara fogo pesado contra o parlamentar a partir dos próximos dias. A estratégia já estava mais ou menos preparada. Os cutistas estariam aguardando apenas o pronunciamento do Ministério Público sobre as apurações de despesas de viagens atribuídas a ele.
• Quem manda
A médica bauruense Elisabeth Maria de Carvalho, através de comunicado à imprensa, confirma que está à frente do comando do Prona (partido do Enéas) na cidade e institui-se como “principal articuladora” entre a direção municipal e a direção nacional do partido. O recado é certeiro para quem andou tentando vingar sua pré-candidatura a prefeito sem autorização das lideranças da legenda.
• No Judiciário
E o Executivo municipal vai mesmo discutir a anulação do acordo firmado com a CPFL, por R$ 14,7 milhões, junto ao Poder Judiciário. O Ministério Público vai defender a suspensão do acordo na próxima semana, em ação judicial que também pedirá a declaração de improbidade da negociação.
• Diferenças
Neste caso, CPFL e prefeitura terão de se defender nos próximos meses, com a diferença de que a empresa vai tentar manter as contas do jeito que estão, conforme informou ao Ministério Público, e o prefeito insistirá na necessidade de anulação da confissão da dívida, uma vez que rompeu sua participação no negócio.