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Corpo carbonizado localizado no Paraguai é do piloto de Marília

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Marília - O exame da arcada dentária encontrada no Paraguai comprovou que um dos corpos carbonizados é do piloto Valdir Guarezzi, 66 anos, de Marília (100 quilômetros a Oeste de Bauru).

O resultado foi divulgado ontem pelo Instituto Médico Legal (IML) de Tupã e confirmado pelo delegado seccional João Osinski Júnior, que investiga o caso.

A família do piloto diz ter recebido a notícia com surpresa, já que tinham fortes esperanças de encontrá-lo ainda com vida. A experiência de 40 anos de vôo e a distância que ele procurava manter de pessoas das quais não conhecia, eram algumas das particularidades que levavam a família a acreditar no retorno do piloto.

“Nós tínhamos certeza de que ele estava vivo. Fomos pegos de surpresa (com o resultado do exame)”, disse ontem Laila Aparecida Adas Guarezzi, 62 anos, mulher do piloto.

Os restos do piloto, cujo corpo foi encontrado carbonizado e enterrado ao lado do monomotor em uma fazenda na cidade paraguaia de Yby Yaú, a 150 quilômetros da fronteira com o Brasil, foram sepultado ontem mesmo.

“Vamos fazer apenas uma oração quando ele chegar”, comentou a mulher. “Chega de tanto sofrimento”, desabafou.

Os restos chegaram de Tupã, foram velados no hangar onde o piloto guardava o monomotor e sepultado por volta das 17h.

O casal possui três filhos. Dois deles residem em Marília, na casa dos pais, e uma filha mora em Mongaguá, no litoral paulista.

Segundo o delegado seccional, a comprovação da morte do piloto não deve alterar em nada as investigações. A peca chave do caso, o fazendeiro Eugênio Campozano, continua internado em Campo Grande (MS), sob escolta. Ele é dono da fazenda onde o avião foi encontrado. Além disso, ele era um dos passageiros do monomotor quando este caiu.

Campozano apresenta queimaduras por todo o corpo, menos do joelho para baixo. A polícia acredita que ele foi surpreendido pela explosão do avião quando tentava retirar um dos ocupantes do monomotor, após a queda.

Campozano tem passagens pela polícia paraguaia e brasileira por roubo e tráfico de drogas. Ele está com o pedido de prisão temporária decretado.

“Agora que nós demos uma satisfação à família sobre o desaparecimento do piloto, fica faltando uma satisfação à sociedade (com a prisão dos envolvidos no roubo da aeronave e na morte de Guarezzi)”, declarou Osinski Jr.

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