A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) enfrenta um desafio hoje: imunizar contra a paralisia infantil pelo menos 24.330 das 25.610 crianças com idade até 5 anos que vivem em Bauru. Se o número for obtido, a administração municipal cumprirá a meta de 95% de cobertura vacinal estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS). No ano passado, 94,31% das crianças dessa faixa etária foram imunizadas.
O percentual de 2003 pode não ter sido atingido porque ele é estabelecido a partir de uma estimativa populacional calculada com base no senso realizado em 2000, confirma a diretora do Departamento de Saúde Coletiva (DSC), órgão da SMS, Maria Helena Abreu. Ela não descarta a possibilidade do total não corresponder à realidade. “Tanto para mais quanto para menos”, alerta.
Mesmo assim, a expectativa da SMS é atingir o percentual estabelecido neste ano, vacinando 100% das crianças. Para tanto, cerca de 300 profissionais da saúde estarão espalhados por 22 postos fixos na área urbana e um na área rural.
“Dois endereços de postos de vacinação utilizados em campanhas anteriores foram alterados. O posto montado na escola estadual Plínio Ferraz foi deslocado para a Regional Independência. O da Creche São José será montado na Emei Miriam de Oliveira”, acrescenta a diretora do DSC.
De acordo com ela, equipes volantes também percorrerão hospitais e propriedades rurais para não deixar nenhuma criança sem a gotinha. “Todas devem ser vacinadas, mesmo as que estiverem com tosse, gripe, rinite ou diarréia. Elas também receberão as vacinas que estejam em atraso na caderneta”, destaca Abreu.
Registros
A diretora do DSC não se recorda a data em que o município registrou o último caso da doença, mas acredita que nenhuma notificação tenha sido registrada nos últimos 20 anos em Bauru. No Estado de São Paulo, o último caso ocorreu em 1988, no município de Teodoro Sampaio. Já no Brasil, a doença está erradicada há 15 anos, sendo que os últimos casos foram registrados no Rio Grande do Norte e Paraíba.
“Se as pessoas não estiverem imunes e alguém entrar no País com o vírus, a doença pode voltar. A transmissão se dá através das fezes, que contamina água e alimentos. É mais comum em lugares pobres”, esclarece a diretora da DSC.
A poliomielite é uma doença viral que pode ocorrer sob forma de infecção. Seus sintomas são febre, mal-estar, coriza, diarréia e paralisia flácida de braço e perna. “Não existe tratamento para a poliomielite, somente a prevenção”, destaca Abreu.
Por essa razão, o Ministério da Saúde pretende vacinar 17 milhões de crianças no País, sendo que 3,1 milhões só no Estado de São Paulo. A segunda etapa de vacinação está programada para dia 21 agosto.
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Atividades culturais
O Dia Nacional de Vacinação contra a Poliomielite (paralisia infantil) será marcado por várias atividades culturais, que serão realizadas no Núcleo de Saúde do Parque Santa Edwirges a partir das 8h.
No local, que é posto de vacinação, haverá apresentação do coral de flauta do Projeto Girassol, do grupo de Coreografia A Plenitude e do grupo de pagode Renovo. O evento, que terá início às 8h com Hino Nacional, será encerrado às 17h.
Durante este período, também serão realizadas oficinas de pintura, danças e brincadeiras, que contarão com a presença do Zé Gotinha, da Emília, Boneca Ferrugem, Smilingüido e palhaços. As atividades de humanização foram desenvolvidas pelos agentes comunitários de saúde.