Política

Eleger prefeito pode custar R$ 1 mi

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

Uma campanha eleitoral de porte à Prefeitura de Bauru pode custar até R$ 1 milhão. Os gastos com a produção dos programas de TV e rádio correspondem a 40% do valor. O levantamento foi feito pelo Jornal da Cidade junto a empresas especializadas no ramo. Também foram ouvidos profissionais experientes em gastos de campanhas eleitorais. O valor, porém, pode cair de acordo com a visibilidade que o candidato quer dar à sua imagem.

O custo apurado pelo JC é para uma campanha agressiva, de alta qualidade na produção dos programas de TV e rádio, propaganda em outdoors e placas, brindes, adesivos, panfletos, impressos, uma centena de cabos eleitorais, estrutura para comícios, shows e combustível para rodar os veículos de som por toda a cidade.

Os especialistas da área são unânimes: todos os candidatos priorizam a campanha na mídia eletrônica (TV e rádio).

“Uma boa campanha nos meios eletrônicos custa cerca de R$ 400 mil. Mas nada impede que esse custo caia de acordo com o bolso do candidato e do grupo que o apóia”, comenta um diretor de uma produtora, que prefere não identificar-se.

É lógico que a diminuição do custo está relacionado diretamente à qualidade da produção dos programas que serão gerados. Com uma hora e 30 minutos por dia de inserções durante 45 dias (de 17 de agosto a 30 de setembro), a propaganda gratuita na TV pode decidir uma eleição.

Uma campanha de porte nesse meio eletrônico envolve cerca de 20 profissionais. São jornalistas, publicitários, editores de imagens, operadores e cinegrafistas, locutor/apresentador, designers, pauteiro e produtores. O pacote inclui duas equipes de externas, num total de seis pessoas. São profissionais que trabalham na captação de imagens e reportagens de rua.

“Outro item importante na televisão é a montagem do estúdio. Essa imagem vai ser vista praticamente todos os dias durante os programas. Envolve a participação de designers, cenógrafos, etc.”, explica um produtor, que prefere não identificar-se.

Os outdoors, placas e painéis compõem outro grupo de mídia bastante procurado durante as campanhas eleitorais. Segundo um empresário do setor, a Justiça Eleitoral de Bauru deverá liberar a utilização de cerca de 90 outdoors para os candidatos. As placas serão utilizadas em sistema de rodízio.

A estrutura para os comícios também pesará no bolso dos financiadores de campanhas eleitorais. Para suportar o som, palanques, contratações de bandas, duplas sertanejas e cantores pode-se se reservar pelo menos R$ 100 mil.

O suporte de rua durante a campanha será dado pelos cabos eleitorais, que vão ganhar, em média, cerca de R$ 300,00 por mês durantes três meses. Especialistas da área calculam que essa estrutura consumirá pelo menos 100 pessoas. Ao final dos três meses, serão gastos cerca de R$ 90 mil com pagamento desse pessoal.

Os brindes são imprescindíveis numa campanha eleitoral. O proprietário de uma empresa sediada em São Paulo, que também preferiu não se identificar, acredita que para uma cidade do porte de Bauru deve-se pensar na distribuição de uma boa quantidade de camisetas e bonés. “Para dar visibilidade ao candidato vão ser necessários 40 mil unidades de cada um (camiseta e boné)”, computa. São mais R$ 150 mil de gastos.

No mesmo grupo de brindes, há outras peculiaridades bastante aceitas e procuradas pelos eleitores. São os porta-títulos, porta-lixa (para todos os gostos femininos) e canetas. Todos com o nome do candidato grafado com a cores de sua preferência. O reforço é dado com adesivos, cujo pacote de 40 mil unidades custa R$ 10 mil.

Para movimentar toda essa estrutura de porte são necessários veículos e combustível. Reserva-se para esses dois itens uma média de R$ 80 mil.

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