Jaú - A Cartonagem Jauense, uma das maiores empresas de embalagens da América Latina, parou ontem por duas horas. A manifestação, organizada pelo Sindicato dos Cartonageiros de Jaú e Região, contou com a participação dos funcionários do turno da manhã e teve como objetivo protestar contra o banco de horas, a falta de transporte pela própria empresa, o valor do vale-compra e falta de planos de saúde para todos.
O protesto começou às 6h. Duas horas mais tarde foi feita uma assembléia e os funcionários decidiram entrar para trabalhar.
A polícia foi chamada para controlar um princípio de tumulto que se formou em frente à fábrica. Segundo o sindicato, ninguém ficou ferido.
Além de pedir o fim do banco de horas (sistema em que as horas-extras são compensadas com folga), o sindicato quer ainda que o vale-compra passe dos atuais R$ 40,00 para R$ 100,00.
Os funcionários pedem também a volta do transporte feito por ônibus próprios da empresa. Caso as reivindicações não sejam aceitas, o presidente do sindicato, José Itamar Calado, ameaça fazer novas paralisações.
Para o diretor administrativo da Cartonagem Jauense, Reinaldo Rossagnesi, o sindicato de Jaú não tem legitimidade para representar os funcionários da empresa.
Segundo ele, existe uma ação correndo na Justiça para se decidir a qual sindicato pertence a categoria. Enquanto não se chega a uma decisão, a empresa vem seguindo os acordos feitos com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Bauru e Região.
De acordo com Rossagnesi, a empresa tem cumprido integralmente o que foi decidido na convenção coletiva, em novembro do ano passado.