Acredito no bom desempenho do nosso presidente em reorganizar a economia, seja em âmbito internacional ou interno. Mas quero acreditar na necessidade de mudarmos as referências ou como dirigir o olhar para os problemas que são causas e objetos de muitas reivindicações de trabalhadores. Veja um exemplo: para aumentar o preço de um produto, determinado grupo de empresários apresentam um estudo, planilhas de custos, alegando crise de mercado, de naturezas quaisquer, como cana molhada. E aí é aprovado o aumento do álcool combustível. Ou, por muito menos, aumentaram o preço do chocolate nesta última Páscoa. Eu fico pasmo por isso tudo. Tais empresários não fizeram greve, não deixaram de trabalhar, não abandonaram seus parques industriais para conseguir tal aumento reinvidicado e aprovado com muita facilidade. E aí o que acontece: o poder aquisitivo do trabalhador cai. O trabalhador, para ter de novo seu poder aquisitivo, tem que fazer greve, parar de trabalhar (que é muito doído para ele), abandonar locais de trabalho, fazer passeatas, etc. E seu pedido não é atendido. Quero desculpar aqui o meu fator leigo, mas também sou trabalhador e estou com salário congelado há cerca de cinco anos como toda a minha classe. É preciso mudar as referências ou dirigir um novo olhar para estas questões. É melhor trabalhar no poder aquisitivo e impedir a sua perda do que fazer a reposição.
Quanto ao PT em Bauru, vejo o partido dividido. Existe um grupo que desenvolve e apresenta projetos com a vontade que a nossa cidade fique cada vez melhor. Não sei a qual grupo o senhor se refere. Sei que é triste, pois não devia ter tal divisão. Peço que este texto seja visto como uma contribuição de um cidadão que pensa e acredita em dias melhores para a vida de todos. É possível.
José Carlos Jordan - Bauru