O pré-candidato a prefeito pelo PPS, Antonio Sérgio Marsola, acredita que está na dianteira em relação aos demais concorrentes porque tem a “vantagem” de conhecer a máquina administrativa. Ele ocupou a chefia de Gabinete do prefeito Nilson Costa (PTB) por quatro anos. Na avaliação dele, o exercício da função o preparou para um eventual governo.
“Me considero um bom pré-candidato a prefeito hoje porque passei, vários anos, sendo pressionado e cobrado por todas as instâncias a resolver os problemas da prefeitura. Quando o assunto é discutir os problemas atuais de Bauru, estou na dianteira”, avalia. Para Marsola, a função atuou como uma “verdadeira escola”.
“Conheço todos os processos. Me considero como o único pré-candidato em condições de contar a história recente de Bauru com detalhes. Eu vivo essa atualidade”, reforça. O pré-candidato a prefeito discorda da tese de que o desgaste da atual administração municipal possa a vir prejudicá-lo durante a campanha eleitoral.
“Ao contrário. Me foi dada uma grande oportunidade para conhecer a cidade, a administração, seus problemas e a busca de suas soluções”, afirma. O ex-chefe de Gabinete da prefeitura também tem outro ponto de vista sobre a “lentidão do governo”.
“Até gosto de destacar esse ponto. A administração do Nilson enfrentou vários problemas. Ele assumiu o governo numa situação sui generis. Essa história de ser lerdo é questão de estilo. O nilson é duro na queda. Quem conhece sabe. Ele não vacila e é extremamente cauteloso. Mas eu pretendo administrar no meu estilo, embora respeite o do Nilson”, avisa.
Preparação
Marsola se desligou da chefia de Gabinete na semana passada para cumprir a legislação eleitoral. De lá para cá, reforçou o processo de consolidação de sua pré-candidatura e iniciou os contatos para organizar a campanha eleitoral.
“Estamos nos preparando para desenvolver um projeto de campanha que vai durar três meses. Isso depende de uma série de medidas. É isso que estamos fazendo. É um desafio para mostrarmos nossas idéias”, discursa.
Ele não está preocupado com as especulações de que o PTB poderá deixar a aliança com o PPS e o PAN. “Antes mesmo do meu nome ser cogitado para a candidatura a prefeito, o PTB já estava definido que iria conosco. Existe, apenas, uma dúvida se o PTB vai conosco na proporcional ou não. Mas uma coisa é certa: em relação à nossa candidatura, o PTB está fechado. Já tivemos os contatos locais e em nível estadual.”
Mas, além da polêmica em torno do PTB, Marsola e seu grupo têm um outro problema: a escolha do vice. O quadro da sucessão municipal está se definindo e a chance de formação de novas alianças esgota-se a cada dia.
“Num primeiro momento, ficou definido que do grupo formado pelo PPS, PAN e PTB sairia o meu nome a candidato a prefeito e o vice também. Fomos sondados por várias correntes, mas a política é uma coisa muito dinâmica. Mas temos até o dia 30 deste mês para definirmos o nome do vice.”
Na avaliação do pré-candidato, a polarização entre as pré-candidaturas de Tuga Angerami (PDT) e Caio Coube (PSDB) é apenas momentânea. “Nada é impossível. Vamos disputar a eleição em igualdade de condições. Neste momento há uma polarização. Mas há alternativas para a construção de uma outra opção forte, que será a terceira via”, finaliza.