Política

Cohab vai convocar 18 por concurso público em Bauru

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

A presidência da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab) vai realizar a contratação de 18 servidores por concurso público neste momento. O procedimento faz parte do acordo a ser firmado com o Ministério Público do Trabalho (MPT), onde a companhia se compromete a não realizar contratações para cargos técnicos sem concurso, cumprindo regra constitucional.

A assessoria de imprensa da companhia informou ontem que o resultado das ações realizadas para adequação dos cargos irregulares será apresentado ao Procurador do Trabalho, José Fernando Ruiz Maturana, na próxima terça-feira, às 16 horas. Segundo o presidente da companhia, Braz Melero, “será informado o resultado definitivo do trabalho relativo às contratações irregulares, registradas desde 1988, sem a realização de concurso”.

Melero explica o cronograma a partir de agora. “Serão admitidas 18 pessoas aprovadas no concurso público para a reposição das vagas irregulares. Os demais classificados vão ficar como estoque de vagas por dois anos, prazo de validade do concurso”, conta Melero.

Segundo o presidente, nesta etapa serão preenchidas funções ligadas às áreas de operação de computador e auxiliar administrativo, além de advogados. Os demais estão classificados mas só serão chamados se houver necessidade”, complementa. A companhia optou por abrir 46 vagas, conta Melero, para que não seja necessário realizar novas provas caso algum cargo venha a ser preenchido.

A Cohab mantém 47 funcionários contratados em seus quadros, além de sete assessores. “O custo da companhia com a folha de pagamento gira em torno de R$ 120 mil, contra mais de R$ 1 milhão registrados no final de 1998, quando a empresa empregava cerca de 300 funcionários”, menciona a assessoria.

De acordo com Melero, a companhia também conclui a redução no número de divisões de 14 para oito. A companhia está administrando 26 mil contratos de créditos habitacionais, a metade do que existia no início desta gestão, iniciada no ano 2000.

O processo aconteceu em função da extinção de contratos através de anistia promovida pelo governo federal. A Cohab tem intenção de voltar a construir moradias populares, ação que não desenvolve desde os anos 90.

Comentários

Comentários