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Grupo de apoio a portadores de hepatite retoma atividades

Diego Molina
| Tempo de leitura: 3 min

Após seis meses fora de atuação, o grupo Otimismo, de apoio a portadores de hepatite B e C, retomou suas atividades e realiza nesta semana a primeira reunião com pacientes em tratamento, portadores do vírus da doença e familiares. O grupo dá suporte e encaminha pacientes para tratamento especializado da doença e também promove eventos e palestras para divulgar informações sobre a hepatite.

De acordo com o presidente do grupo Otimismo, João Carlos Amâncio Franco, a falta de informações sobre a hepatite, principalmente do tipo C, é um dos grandes problemas na saúde pública do País. “A doença não é tão divulgada, a população não tem muito conhecimento sobre ela e mesmo a classe médica é um tanto alheia a esse problema. Nosso trabalho no grupo é divulgar os perigos da doença e as maneiras de preveni-la, assim como auxiliar os portadores do vírus HCV (causador da doença) no tratamento ou até encaminhá-los para o transplante de fígado”, afirma.

Franco explica que a hepatite não é uma doença de notificação compulsória e obrigatória, e por isso não há dados corretos sobre a população que carrega o vírus HCV. A presença do vírus pode ser descoberta através de um exame de sangue.

“Recebemos a informação de que aproximadamente 5% das pessoas que doam ou doaram sangue para o Banco de Sangue do Hemonúcleo de Bauru são portadores do vírus C. Muitas não sabem e nem têm sintomas manifestados, mas é preciso que elas saibam que carregam o vírus para evitarem que a doença chegue a um estado crítico”, alerta Franco.

Quando um portador do vírus procura o grupo de apoio, a primeira ação é verificar seu estado de saúde. Aqueles que já estão debilitados e com sintomas da hepatite manifestados são encaminhados para médicos especialistas ou hospitais parceiros do Otimismo.

“A hepatite é uma doença silenciosa. Nós procuramos encaminhar o paciente para um tratamento com medicamentos que recuperem o fígado. Se não for possível, ela tem que entrar na fila de transplantes. É uma doença que normalmente se torna crônica, com tratamento oneroso para o Estado e de difícil recuperação”, ressalta o presidente do grupo.

Franco critica a dificuldade dos pacientes em conseguir transporte e atendimento em hospitais que tratam a hepatite. O Ministério da Saúde tem uma portaria de 1999 que dispõe sobre a garantia de tratamento fora de domicílio no Sistema Único de Saúde (SUS) quando não o município de origem do paciente não possui tais serviços.

O João fez seu transplante em Campinas e acabou abrindo portas para outros bauruenses também. Eu me trato em São José do Rio Preto e eu também consegui muitos contatos para encaminhar pacientes pelo SUS para lá. Mas temos muitas dificuldades e falta mais apoio da Secretaria Municipal de Saúde”, afirma o vice-presidente do Otimismo, George Miguel Cury.

As reuniões do grupo Otimismo serão retomadas a partir de terça-feira. Os encontros ocorrerrão em todas as primeiras e terceiras terças-feiras do mês, sempre às 20h.

• Serviço

As reuniões serão realizados na Pastoral da Igreja São Judas, que fica na rua Fernando Costa, 3-10, no Jardim Estoril. Mais informações sobre o grupo pelo telefone (14) 3239-7144.

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