Quem deixou para a última hora para comprar o presente do Dia dos Namorados ficou assustado com a chuva de ontem de manhã. E não foram somente os apaixonados que ficaram preocupados, lojistas também mostraram-se bastante apreensivos com um eventual impacto negativo nas vendas.
Mas para a alegria de ambos os lados - comerciantes e consumidores -, o tempo melhorou à tarde e o Calçadão da Batista de Carvalho, coração comercial da cidade, ficou lotado, apesar do frio.
“Eu achei que não ia parar de chover. Fiquei preocupada”, comentou aliviada a estudante de direito e modelo Sharla Biscalchim, 19 anos.
Assim como muitas outras pessoas, ela deixou para comprar o presente no último dia. “Não sobrou tempo antes”, justificou. Sem revelar o que havia comprado, Sharla disse ter encontrado o que estava procurando para o namorado.
Ela levou cerca de uma hora para encontrar o que queria. Pagou à vista e disse ter ficado satisfeita com a compra. Além do presente que tinha em mãos, revelou ainda que havia mandado uma cesta de café da manhã para o namorado.
O supervisor de vendas Hebert Fernandes, 32 anos, também deixou o presente da namorada para a última hora. Mesmo tendo carro, disse ter ficado preocupado com a chuva de ontem de manhã.
“Se continuasse chovendo eu ia ter que procurar o presente em um outro lugar”, disse ele, criticando a falta de vagas para estacionamento no Centro da cidade.
“O problema é que a loja onde tem o que a minha namorada precisava fica justamente no Centro”, contou Fernandes. Assim que a chuva parou, ele tratou logo de garantir o presente.
A compra não demorou mais do que 15 minutos. “Demorou mais para eu achar um estacionamento do que para comprar o presente”, voltou a reclamar.
Lojistas
Depois de uma sexta-feira à noite “excelente” em termos de vendas, o temor tomou conta dos lojistas ontem de manhã. Céu cinzento, chuva e frio. O resultado disso eram lojas praticamente vazias.
O movimento começou a melhorar a partir das 13h, quando parou de chover, e aumentou ainda mais depois das 16h, quando o sol deu as caras.
O desejo dos lojistas era um só: recuperar à tarde o que haviam deixado de vender de manhã.
Pelos cálculos de José Carlos da Silva, gerente de uma loja no Calçadão, o movimento da manhã chegou apenas a 20% do que se esperava para o dia de ontem. Por volta das 15h, apesar da melhora, o número de consumidores ainda estava abaixo do esperado.
Mesmo assim, o resultado final das vendas, segundo o gerente, deverá superar o Dia dos Namorados do ano passado.
Segundo Wilson Conte, gerente de outra loja do Centro, a vedete das vendas, mais uma vez, foi o telefone celular.
Já o gerente, Luiz Colpani, comemorava a volta do frio, que chegou junto com a chuva de ontem. Neste caso, as vendas de blusas e de outras peças típicas dessa época do ano aumentam na mesma proporção em que caem as temperaturas.
Na opinião do presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), Cássio Carvalho, as vendas do Dia dos Namorados deste ano deverá superar as do ano passado, mesmo com a chuva de ontem.
Ele vai além e diz que, em conversa com outros lojistas, cogita-se a possibilidade de as vendas terem superado até mesmo as do Dia das Mães - tradicionalmente a segunda melhor data para o comércio, perdendo apenas para o Natal.