Regional

Arealva alia festa junina a padroeiro

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 4 min

São Pedro, o santo popularmente conhecido como “porteiro do céu”, será lembrado pela população de Arealva a partir do dia 21, quando tem início a novena em seu louvor, na capela que leva o seu nome.

As festividades foram divididas em duas partes, as religiosas e as sociais, e serão realizadas na praça da capela de São Pedro. Para as comemorações, toda a comunidade se mobiliza. A administração municipal faz uma reforma no logradouro para o conforto dos visitantes. Se a chuva parar, as obras estarão prontas.

A festa começa com a novena, no dia 21, às 19h30. No dia 29, quando se comemora o dia do santo, a novena é encerrada com uma missa seguida de hasteamento e benção do mastro e fogueira com queima de fogos.

Encerrando a parte religiosa do evento, será realizada no dia 4 de julho, às 9h, uma procissão saindo da Creche Comunidade D.Lázara e seguindo até a capela, onde haverá uma missa campal.

A parte social da festa de São Pedro em Arealva tem início dia 28 e prossegue até o dia 4 de julho. Haverá sorteio de prêmios valiosos feitos na barraca de festas de 28 de junho a 2 de julho.

No dia 3 de julho, a partir das 20h, começa a grande quermesse com assados, churrascos, doces e leite quente. No dia seguinte, para facilitar a vida da dona de casa, será servido o almoço, a partir das 11h30. No cardápio, arroz à grega, vinagrete, assados e refrigerantes.

Para deixar saudades, no último dia da festa haverá quermesse o dia todo.

Leite quente & bebidas alcóolicas

A festa junina de Arealva, que não tem nenhuma relação com a festa de São Pedro, será realizada no dia 10 de junho, no salão paroquial da igreja matriz. Fruto de uma parceria entre o Sindicato Rural Patronal e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), ela é dedicada aos moradores, porém, não restrita aos visitantes.

A coordenadora do Senar, Adelina Mendonça Duarte, ressalta que os festejos juninos são um resgate das raízes da população que se dedica, em sua maioria, a atividades agrícolas. “Fazemos para os moradores, mas nada impede que os visitantes participem.”

Como é proibida a venda ou a distribuição de bebidas alcóolicas, o leite quente com chocolate se tornou tradicional. “Ele é distribuído gratuitamente.”

Realizada há quatro anos na cidade, a festa junina respeita todos os itens “caipiras”, frisa a coordenadora. “Temos pau de sebo, cadeia do amor, correio elegante, cachorro-quente, pipoca, amendoim, doces e muita música típica.”

O bolo casamenteiro é o que atrai o maior número de pessoas. Além de gostoso, tem a fama de fazer milagres, ou seja, arrumar namorado para aqueles que apreciam o doce com a intenção de mudar de estado civil.

As brincadeiras da festa prometem dar o empurrãozinho que falta para arranjar o noivo. “O correio elegante garante a comunicação entre os interessados, enquanto que a cadeia do amor permite que um prenda o outro demonstrando o seu interesse.”

A quadrilha e o casamento caipira fsão a deixa para os casais que se habilitarem a uma dança de rosto coladinho.

Moradores de Jacuba vão fazer os doces

A festa junina de Jacuba (41 quilômetros ao Norte de Bauru), distrito de Arealva, também é realizada em parceria com o Senar e o Sindicato Rural Patronal. A comunidade participa doando os doces ou o dinheiro para a compra deles. A festa será no salão paroquial da Igreja São Francisco de Paula, no dia 19 a partir das 20h.

As quadrilhas, uma de crianças e outra de adulto dançadas ao som de um bom sanfoneiro, vão dar o “tom” caipira à festa. Para alegrar a criançada, além do leite quente vai ter pipoca e doces típicos da época, tudo gratuitamente.

A festa conta com a participação ativa dos moradores de Jacuba, que não poupam esforços para o êxito do evento, explica França Silva Félix, moradora que faz parte da comissão organizadora.

De acordo com ela, cada quadra do distrito ficou encarregada de fazer um tipo de doce ou arrecadar dinheiro para a compra deles, na forma industrializada.

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