O Sindicato dos Energéticos do Estado de São Paulo (Sinergia) programou para hoje paralisação de uma hora envolvendo funcionários da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) e da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP), em Bauru.
O protesto será feito das 7h30 às 8h30 e tem como objetivo chamar a atenção do governo e das empresas de energia para as reivindicações da categoria.
No plano econômico, os trabalhadores pedem, entre outros itens, reajuste salarial de 4,6%, aumento real de 12,5% e reajuste dos benefícios.
A pauta de reivindicações inclui ainda a manutenção da política de emprego que impede demissões consideradas arbitrárias, redução da jornada sem alterar o salário, treinamento e atualização profissional.
A paralisação de hoje não deve afetar em nada o fornecimento de energia para a cidade, segundo garantiu o vice-presidente do sindicato, Jesus Francisco Garcia.
“A população pode ficar tranqüila quanto a isso. Nosso único objetivo é mostrar que o governo tem deixado muito a desejar com sua política salarial”, explicou ele.
Caso haja alguma interrupção no sistema de transmissão de energia, a intervenção dos funcionários para resolver o problema será imediata, disse Garcia.
Pelos cálculos do vice-presidente, a mobilização deve contar com o apoio de 500 funcionários aproximadamente, sendo a maioria formada por trabalhadores da CPFL.
O protesto de hoje faz parte do Plano de Luta, aprovado em assembléias, que prevê mobilizações gradativas com possibilidade de greve por tempo indeterminado a partir de 12 de julho, caso o governo não apresente uma contraproposta que agrade a categoria.
Na região, a CPFL e a CTEEP possuem cerca de 1.000 funcionários. Se a greve for realmente decretada, deverá afetar todo o Estado.
Além dessas duas empresas, atuam também em São Paulo as geradoras Companhia Energética de São Paulo (Cesp), AES Tietê, Duke Energy e as transmissoras Elektro e Comgás.
De acordo com o Sinergia, ao contrário de anos anteriores, o momento atual é de recuperação financeira das empresas, com o aumento dos lucros e saneamento das dívidas.
Para o sindicato, é o cenário ideal para colocar em prática a responsabilidade social das empresas, começando pela recuperação dos salários e geração de novos empregos para garantir a qualidade dos serviços prestados à população.