São Paulo - Luís Fabiano é o mais novo problema do São Paulo para o jogo de amanhã, contra o Once Caldas, na Colômbia, em partida que define um dos finalistas da Libertadores. Com dores no músculo adutor da coxa esquerda, ele vai ficar em tratamento e corre o risco de não enfrentar os colombianos.
De acordo com o técnico Cuca, a situação de Luís Fabiano preocupa, e muito, a comissão técnica são-paulina. Além de não ter treinado ontem, o atacante também será poupado do treino de hoje e segue em repouso até a hora da partida contra o Once Caldas.
“O Luís preocupa porque é uma dor no adutor. Teremos que ter paciência. Mas não dá para esconder que não estou apreensivo. Ele está com muitas dores”, afirmou o treinador do São Paulo.
Se depender dos números, Cuca tem mesmo que se preocupar com a ausência de Luís Fabiano. Artilheiro isolado da Libertadores, ele anotou 42% dos gols da equipe brasileira na competição - marcou oito vezes de um total de 19. Nem no Brasileiro o desempenho do atacante tem sido tão eficiente. Luís Fabiano marcou três dos 15 gols do time na competição, ou seja, apenas 20%.
Ontem, enquanto a equipe treinava no CT da Barra Funda, Luís Fabiano já estava sendo submetido ao tratamento médico. O atacante tomou antiinflamatórios e fez sessões de fisioterapia. “Com o repouso, poderemos intensificar o tratamento para recuperar o jogador”, disse José Sanches, médico do São Paulo.
No entanto, se a comissão técnica está preocupada com a possibilidade de perder Luís Fabiano, o goleiro Rogério Ceni aposta na força de vontade do companheiro para ver o São Paulo completo em campo. “Conheço o Luís Fabiano e sei que ele não foge do pau e não tem dor de barriga. Dor todo mundo tem, mas na hora ele vai para o jogo”, afirmou o goleiro.
Além de Luís Fabiano, outro jogador entregue ao departamento médico é o zagueiro Fabão. Ele, no entanto, foi liberado e está confirmado para enfrentar os colombianos. “O Fabão era só pancada e limitação de movimentos. Ele já melhorou e não deverá ser problema”, afirmou Cuca.
O treinador são-paulino afirmou ter apenas uma dúvida para escalar a equipe: Fábio Santos ou Diego Lugano. Embora o lateral tenha ido bem contra o Grêmio, Cuca estuda colocar o zagueiro uruguaio para pôr em prática o 3-5-2, como fez contra o Deportivo Táchira na Venezuela.
Guerra
O São Paulo seguiu ontem à tarde para a Colômbia e vai ficar em Pereira, cidade a 48 km de Manizales, local da partida de amanhã. O time brasileiro está preparado para uma guerra. E, na opinião dos são-paulinos, a batalha já começou.
De acordo com o técnico Cuca e o auxiliar Milton Cruz, a diretoria do Once Caldas está fazendo questão de dificultar o trabalho do clube. O elenco foi para Pereira porque não encontrou campo para treinar em Manizales.
O fato de o São Paulo ter exibido uma bandeira do Japão, com a frase “rumo a Tóquio”, na quarta-feira, no Morumbi, antes do primeiro confronto, irritou os colombianos, que estariam fazendo represália em seu país.
O site oficial da agremiação de Manizales destaca que o “São Paulo foi castigado pela arrogância”. E ressalta que o Once Caldas foi menosprezado pelos brasileiros. “A bandeira do Japão serviu de motivação para eles”, reconheceu Cuca.
Em Pereira, os são-paulinos vão fugir da pressão que cerca a partida e dificilmente serão incomodados pelos torcedores que vão lotar o Estádio Palogrande. Os cerca de 40 mil ingressos à disposição do público já foram vendidos.
Cuca convocou ontem uma reunião com o grupo, para acabar com alguns problemas envolvendo atletas. No sábado, Fábio Simplício deixou o jogo contra o Grêmio reclamando por ter sido substituído, Grafite protestou contra a torcida, que o vaiou, e Luís Fabiano criticou a atuação de alguns de seus companheiros no segundo tempo. O técnico são-paulino minimizou esses incidentes, mas fez questão de dizer que não vai admitir jogador descontente no elenco.