Polícia

Esquadrão da Força Aérea Brasileira treina em Bauru

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Vôos rasantes e lançamento de cargas. Ao contrário do que possa parecer, o cenário não refere-se a um eventual conflito geopolítico, mas a um treinamento da Força Aérea Brasileira (FAB). Desde ontem, 40 militares do 4.º Esquadrão de Transporte Aéreo estão em Bauru, onde realizam até sexta-feira simulações de missões em situação de combate com três aeronaves Bandeirante.

“Os vôos são à baixa altura para que a aeronave não seja identificada por radares inimigos (num suposto contexto real) e para que seja possível o lançamento de suprimentos para uma tropa amiga”, informa o oficial de comunicação social, tenente Leandro Laudelino Natal.

De acordo com ele, a uma velocidade próxima de 200 quilômetros por hora, os aviões passarão a uma altura de 150 metros do solo, que será demarcado para receber a carga. “(A tripulação) terá que acertar um alvo com margem de erro de 30 metros”, acrescenta tenente Laudelino, sem precisar o local do treinamento.

Cada fardo utilizado no treinamento pesa cerca de 60 quilos. Até sete podem ser lançados de uma só vez.

Além de preparar para um possível combate, esse tipo de exercício também habilita os militares para ações cívico-social, que têm como objetivo, por exemplo, levar alimentos ou medicamentos para comunidades brasileiras isoladas, em que o acesso por outro meio de transporte é difícil, informa o tenente-coronel Hélio Carlos Fasolin.

“Também fazemos (o 4.º Esquadrão) o transporte de órgãos (para transplante), enfermos e autoridades”, informa Fasolin, responsável pela instrução do grupo formado por 12 pilotos, por mecânicos de vôo e equipe de solo.

“Esse tipo de treinamento é necessário para a progressão operacional (elevação de nível do piloto). É um processo gradual”, esclarece o tenente-aviador Leandro Roman. Quando ele e os colegas se formaram na Academia da Força Aérea Brasileira, em Pirassununga, tiveram que optar entre pilotar helicóptero, caça ou aeronave de transporte. Escolheram a última opção.

“O Bandeirante é um avião de transição (antes pilotávamos um monomotor). A técnica de pilotagem é a mesma, o que muda é a adaptação de cada aeronave”, acrescenta o tenente-aviador André Fabiano da Silva, ao se referir ao avião fabricado no final da década de 70.

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Opção pela cidade

Bauru foi escolhida para receber a equipe do 4.º Esquadrão de Transporte Aéreo da Força Aérea Brasileira (FAB), sediado em São Paulo, por causa das suas qualidades naturais e de infra-estrutura, informa o tenente-coronel Hélio Carlos Fasolin.

“O relevo da cidade é favorável porque é pouco montanhoso. Além disso, o aeroporto é adequado, a cidade tem boa estrutura e o tráfego aéreo não é muito intenso”, informa.

De acordo com o Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), por dia são realizados oito pousos e decolagens no aeroporto do município.

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