São Paulo - No dia 12 de junho de 1994, na Austrália, o basquete feminino brasileiro realizava uma das maiores façanhas esportivas do País, ao conquistar o Campeonato Mundial. Na época, a façanha não recebeu o destaque merecido, já que tinha a concorrência da Copa do Mundo de Futebol, nos EUA, em pleno andamento.
Ontem, em São Paulo, a Confederação Brasileira de Basquete (CBB), reuniu o grupo responsável pela histórica conquista num almoço de confraternização. Esta foi a única homenagem por um feito inédito no basquete feminino. O Brasil ainda é o único país a quebrar a hegemonia de Estados Unidos e Rússia nas 14 edições do Mundial.
As 12 jogadoras campeãs foram Adriana Santos, Alessandra, Cíntia Santos, Dalila, Helen, Hortência, Janeth, Leila Sobral, Paula, Roseli, Ruth e Simone Pontello. O técnico da equipe era Miguel Ângelo da Luz. Hortência, operada da vesícula, não foi à festa.
“É fantástico rever as companheiras daquela época, relembrar os momentos felizes, trocar novas idéias com quem convivemos tanto tempo. O Mundial foi uma conquista inesquecível e espero que o Brasil lembre dela por mais dez, vinte, cinqüenta anos”, comentou a ala Paula.
Ainda em atividade, a pivô Alessandra destacou a importância do título. “A conquista do Mundial foi um marco na história do basquete feminino e é sempre importante para essa nova geração conhecer o passado vitorioso do esporte que pratica”, disse a pivô.
A ala Janeth lembra que o título premiou uma geração que já brilhava antes de 1994. “O Brasil começou a ter reconhecimento internacional em 1991”, afirma, referindo-se à medalha de ouro do Pan-Americano de Cuba.
Nesses 13 anos de pódio, Janeth é a única entre as brasileiras, com e sem Paula e Hortência, a manter-se na seleção. Hoje, ela inicia os treinos para a Olimpíada de Atenas, em agosto. Aos 35 anos, a ala abriu mão da WNBA, a liga profissinal feminina norte-americana para “chegar cem por cento na Olimpíada”.
Também estiveram presentes à comemoração os integrantes da Comissão Técnica de 1994, todos atuando em outras áreas, por falta de empregos no basquete. Sérgio Maronezzi, assistente-técnico, e o preparador físico Hermes Balbino seguiram carreiras acadêmicas. Miguel Ângelo da Luz, sem clube depois que deixou o Flamengo, negocia com um time em Portugal.