Um jovem de 19 anos e sua tia foram presos em flagrante na madrugada de ontem acusados de tentar subornar dois policiais do Grupo Especializado de Policiamento Extensivo Motorizado (Gepom) da Base Comunitária de Segurança Leste.
De acordo com informações da Polícia Militar (PM), os soldados José Augusto Vissoto e Mateus Davi de Oliveira efetuavam patrulhamento no Parque São Geraldo quando um automóvel Palio cruzou sua preferencial e seguiu na contramão pela rua Nossa Senhora do Rosário.
No cruzamento da via com a rua Maria José Losnak, o motorista Anselmo Gerônimo Sabino, 19 anos, foi parado e os policiais verificaram que ele não possuía carteira de habilitação. A proprietária do veículo, Jacira Araújo de Carvalho, 59 anos, tia do motorista, foi chamada até o local e, após conversar com o sobrinho, teria tentado oferecer um cheque de R$ 100,00 aos policiais para deixá-los ir embora sem qualquer autuação.
Os soldados Vissoto e Mateus encaminharam os dois ao Plantão Policial, onde foram presos em flagrante acusados de corrupção ativa, ou seja, tentativa de suborno de um funcionário público.
Sabino foi encaminhado para a Cadeia Pública de Avaí e Jacira, para a Cadeia Feminina de Cabrália Paulista. A pena prevista para corrupção ativa (artigo 333 do Código Penal) é de um a oito anos de reclusão mais multa.
Caso raro
De acordo com o major José Humberto Nardo, coordenador operacional do 4º. Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPMI), este tipo de flagrante não é comum na região de Bauru.
“Nosso efetivo é bem orientado e tem isso como ponto de honra. São os princípios que aprendemos de não se levar por este tipo de coisa. As pessoas que tentam o suborno são levadas por um juízo que fazem, que ouviram pela grande mídia ou até da ficção, mas na realidade, não é comum as pessoas oferecerem”, diz Nardo.
O major observa que um policial que tenha aceitado suborno pode sofrer punições severas. “Primamos muito por esse ponto. A PM dá muito valor à transparência do seu trabalho e em Bauru, principalmente, a polícia tem muita credibilidade junto à comunidade, então não cabe uma atitude assim”, ressalta Nardo.