Exibo ao brilho das chuteiras a leveza do honrado pó que viu nascer a ferrovia, mesclado à fibra de imigrantes, certo dia, aqui chegados com seus sonhos de grandeza. Resgato a enorme e magnânima nobreza, que pela mão do ferroviário se irradia, a cravejar dormentes nesta chã macia e a desbravar os trâmites da Natureza. E aqui, por dentro das jaquetas encarnadas, altivos rubros corações percutem fundo descarregando ardorosíssima centelha, que faz mover, nas mais esplêndidas jogadas, a rapaziada mais raçuda deste mundo: meu Noroeste, linda máquina vermelha! Dedicado a todos os noroestinos simbolizados nas pessoas de Damião Garcia, Inocêncio Medina, Antonio dos Reis, Leonardo de Brito e o grande torcedor da maquininha vermelha Alcides Franciscato, que ganhou sua primeira eleição em 1968, derrotando Nicolinha, ostentando em todos os comícios, reuniões e convenções a gloriosa jaqueta vermelha do Norusca. (Rui Celeste Bertoti - RG 1.008.388)
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