Polícia

Detento fica ferido em briga na P1

Hérica Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O movimento de visitantes nos presídios de Bauru foi considerado tranqüilo ontem, no primeiro fim de semana da greve dos agentes penitenciários. Apenas uma briga envolvendo dois presos teria sido registrada na Penitenciária 1 (P1) de Bauru, de acordo com um funcionário do presídio. O caso não tinha sido registrado no plantão policial até o fechamento desta edição.

Segundo informações extra-oficiais, a briga teria começado volta das 15h30, por motivos ignorados. Um detento teria sido atingido no abdômem por vários golpes de estilete, mas sofrido apenas ferimentos leves. Ainda de acordo com dados extra-oficiais, o rapaz chegou a ser encaminhado ao Pronto-Socorro Municipal (PSM) Central, mas teria se recusado a receber atendimento. Por conta disso, teria assinado um termo de responsabilidade e foi reencaminhado à P1.

Na P1, as informações eram desencontradas no início da noite de ontem. Um agente penitenciário disse que nada constava no livro de registro. Já outro agente informou que havia sido registrado um incidente, mas que as informações deveriam ser checadas com a direção do presídio.

Um terceiro agente penitenciário que atendeu a ligação e também preferiu não ser identificado afirmou que o incidente também não havia sido passado para a equipe noturna e que não poderia checar as informações do turno anterior. Outros dois funcionários que também preferiram não ter seus nomes divulgados confirmaram a briga entre os dois presos e disseram que o ferido passava bem.

Dia de visitas

No Centro de Detenção Provisória (CDP), a visita não foi liberada. Segundo informações extra-oficiais, o motivo foi o número reduzido de profissionais trabalhando na segurança dos detentos e familiares.

As visitas nos outros presídios foram garantidas depois que o secretário da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, conseguiu derrubar, no Tribunal de Justiça (TJ), a liminar concedida pelo juiz Ubirajara Maintinguer que impedia a entrada de visitantes.

Furukawa alegou no recurso que o cancelamento das visitas poderia trazer conseqüências graves à segurança dos presídios e da sociedade.

Para que as visitas fossem seguras, os diretores dos presídios tomaram todas as providências necessárias, segundo o secretário. Para isso, servidores de outras áreas foram convocados para o trabalho.

Os funcionários do sistema prisional em greve reivindicam reajuste salarial de 40,80% e a implantação do plano de cargos e salários. Desde que a greve teve início, a Polícia Militar (PM) reforçou o patrulhamento nas proximidades dos presídios e está de prontidão para atuar em caso de rebelião ou tentativa de fuga.

Comentários

Comentários