O pré-candidato à Prefeitura de Bauru pelo PPS, Antonio Sérgio Marsola, garantiu ontem que vai disputar a eleição municipal de outubro mesmo sem a coligação com o PTB. Sem os petebistas, Marsola perdeu mais de três minutos de propaganda eleitoral gratuita na televisão. O tempo do seu partido, o PPS, somado ao do PAN, renderá no máximo dois minutos na tela.
Diante da situação, começaram a surgir rumores de que Marsola e seu grupo político estariam dispostos a renunciar a candidatura à prefeitura. Ele desmentiu as especulações. “Vou até o fim. Minha candidatura é fruto da discussão de um grupo político. Não vamos desistir”, garante.
Anteontem, o presidente da executiva municipal do PTB, vereador Milton Dota Jr., reforçou o teor da nota à imprensa divulgada na última sexta-feira, na qual anunciou o rompimento das conversações com o PPS. Hoje, ele e a presidente da executiva do PT, Estela Almagro, vão se reunir em São Paulo com os diretórios estaduais dos respectivos partidos para discutir a coligação em nível municipal.
Mesmo assim, Marsola ainda alimenta esperanças de que dirigentes e militantes do PTB poderão rever a decisão e se juntar a sua pré-candidatura. A mesma expectativa tem o prefeito Nilson Costa, filiado ao PTB e que ficará numa saia justa se seu partido realmente firmar coligação com o PT. Nilson foi o grande articulador da candidatura de Marsola.
O prefeito estranha que a direção de seu partido não tenha convocado reuniões para discutir alianças com vistas às eleições municipais deste ano. Ele confirma que o PTB já agendou sua convenção para domingo, mas reforça que o partido carece de debates sobre o cenário político-partidário.
Sem o PTB, a pré-candidatura de Marsola conta, atualmente, somente com o apoio do PAN. Já com o quadro partidário praticamente definido, o PPS não conseguirá aglutinar novas forças políticas a seu favor.