Bairros

Facesp recomenda pressão popular

Ieda Rodrigues
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A Federação das Associações Comunitárias do Estado de São Paulo (Facesp) orienta os sem-teto a pressionar o governo para implantação de política para a habitação. Sueli Belório, diretora de saúde e membro da comissão estadual de moradia da federação, afirma que o Fundo Nacional de Moradia, aprovado recentemente, só foi criado devido à pressão popular. “Foi um projeto de iniciativa popular”, frisa.

A Facesp luta por moradias para pessoas de baixa renda há anos, mas era uma discussão mais restrita às metrópoles, diz Sueli. “No ano passado, começamos a discutir o assunto em Bauru durante a conferência municipal das cidades e na elaboração do Plano Diretor”, relembra. Por isso, diz, a Facesp propõe, como meio de pressão, a ocupação de imóveis vazios e abandonados.

Conforme o JC publicou no último sábado, a Facesp está ajudando um grupo de cerca de 250 sem-teto de Bauru. Eles pretendem fazer uma grande ocupação de imóveis vazios na cidade dentro de um mês. Na ocasião, Aguinaldo Anastácio da Silva, diretor da Facesp, disse que a maior parte dos sem-teto cadastrados pela entidade é da própria cidade e habita favelas, bolsões de pobreza ou paga aluguel.

Sueli, que representa a Facesp no Grupo de Trabalho Habitação, ressalta que Bauru precisa criar o Fundo Municipal para Habitação e que o Plano Diretor precisa conter diretrizes para o setor.

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