Geral

Proposta encontra resistência entre os comerciantes do setor

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

Apesar de terem conhecimento sobre o projeto que pretende regular o horário de fechamento dos bares, os proprietários destes estabelecimentos não se mostram organizados ou mesmo informados o suficiente para discutir o assunto e lutar contra a proposta. Todos os comerciantes consultados pela reportagem nesta semana se posicionaram contra o fechamento dos bares às 23h, porém a maioria argumenta que a determinação poderia contribuir para a segurança da cidade.

Nos últimos dois dias, a reportagem do JC também procurou os representantes do Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de Bauru, mas ninguém foi encontrado para que a liderança da categoria pudesse se pronunciar sobre o assunto.

Totalmente contrário ao projeto, o comerciante Marcos de Oliveira Martins, proprietário de um bar no núcleo Mary Dota, relata que não tem hora para descer as portas. “Se eu pudesse, trabalharia 24 horas porque tenho meus filhos para sustentar. Se a lei for igual para todos, inclusive os bares do Centro, teremos de acatar, mas aqui dentro do meu bar, nunca tivemos uma briga. Eu serei prejudicado porque meu forte é o movimento da noite”, opina.

Para Maria Leal, que possui um bar no Jardim Chapadão, o fechamento dos estabelecimentos às 23h seria sinônimo de prejuízo e falência aos pequenos comerciantes. “Eu fecho mais cedo, por volta de 20h, mas acredito que todos seremos penalizados. É só a classe inferior, donos de bares pequenos, que estão incluídos nessa situação, mas quem quer beber vai encontrar outros locais”, indica.

O comerciante Jurandir de Picolli, proprietário de um bar Vila Cardia, ressalta que o funcionamento de seu bar não seria prejudicado caso o projeto de lei seja aprovado pela Câmara Municipal. “Eu fecho cedo, por volta de 21h, mas acho que essa lei vai significar desemprego. Quem tem funcionários e fica aberto até tarde vai ter que dispensar porque não vai ter muito movimento”, diz.

A opinião é compartilhada pelo presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio Hoteleiro, Restaurantes, Bares e Similares (Sechorbs), Francisco Pereira de Andrade. “Acredito que a lei ajudaria na redução dos crimes, porque há muitos bares que acabam reunindo quem consome droga e onde tem até morte. Mas de maneira geral, vai prejudicar a categoria porque o desemprego vai existir. Para combater o crime, precisamos de mais ação da polícia. As periferias estão abandonadas”, observa.

Comentários

Comentários