Política

Estado prepara reajuste aos servidores

Gilmar Dias
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O reajuste dos salários dos servidores públicos estaduais deverá variar de 8,5% a 15%. A informação é do deputado estadual Pedro Tobias (PSDB). Segundo ele, a aplicação do índice será feita de acordo com as categorias que compõem o funcionalismo estadual. O parlamentar explica que alguns setores do governo vão ter um reajuste maior para corrigir a defasagem.

Tobias diz que o governo do Estado está impedido de fazer uma proposta acima de 15% devido aos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “O governador Geraldo Alckmin gostaria de dar 30%, 40%. Mas não há como. O Estado está amarrado na Lei de Responsabilidade Fiscal. O governo não pode gastar mais de 47% do que arrecada com a folha de pagamento”, diz.

O deputado avalia com normalidade a instalação de vários focos de movimento grevista entre as várias categorias que formam o funcionalismo público estadual. “Pessoalmente, não tenho nada contra greve e grevistas. É um movimento legal no Estado democrático, embora tenha os limites da lei no que diz respeito aos setores considerados essenciais pelo governo”, comenta.

Segundo ele, as negociações estão sendo realizadas por setores. “Alguns aceitam, outros não. Algumas categorias ainda estão em fase de discussão.” Na avaliação do tucano, a situação vai se resolver com tranqüilidade atendendo ao que pede a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Servidores da saúde, do Poder Judiciário, agentes penitenciários, dentre outras categorias, são os setores do funcionalismo que mais pressionam o governo por melhorias salariais. De certa forma, as paralisações significam desgaste para a administração do governador Geraldo Alckmin.

O deputado tucano, porém, analisa que quem mais sofre com as greves nos serviços públicos é a população, principalmente a mais carente, que necessita de atendimento diário. “Sem dúvida que ninguém gosta de greve, mas a democracia é isso.”

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