Economia & Negócios

Telefonia ainda é campeã de reclamações no Procon

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 2 min

Desde a privatização do sistema de telefonia no País, o Procon (órgão de defesa do consumidor) tem tido trabalho com esse setor. De acordo com o coordenador da entidade em Bauru, Silvio Orti, as operadoras do sistema são as grandes campeãs de reclamações no ranking do órgão.

As informações desencontradas passadas aos usuários e a cobrança de tarifas indevidas fazem com que as pessoas recorram ao órgão para reaver seus prejuízos.

Orti explica que, em virtude do grande movimento provocado por essas empresas, o órgão orientou a instalação de escritórios regionais das operadoras no município, visando encurtar a distância entre o usuário e o sistema. “Assim, as pessoas podem resolver os problemas diretamente na empresa, sem necessidade de buscar ajuda no Procon”, diz.

Depois disso, segundo ele, houve uma pequena diminuição no movimento de reclamantes do sistema de telefonia, o que não significa, necessariamente, uma queda no nível de insatisfação. “A diferença é que agora as pessoas vão direto ao escritório da empresa, sem passar pelo Procon”, explica.

O bombardeio de informações que as operadoras fazem na mídia, visando conquistar clientes fiéis, é o que mais causa confusão na cabeça do consumidor, segundo Orti. “As propagandas divulgam muitas promoções de tarifas, sem explicar direito quando é melhor usar cada uma. Isso confunde o consumidor.”

Ele ressalta que as pessoas não conseguem assimilar essas informações, o que as leva a se equivocar na hora de contratar um plano. “Além dos muitos códigos que ele tem de decorar, ainda precisa entender as variações de preços. É muita coisa que não dá para discernir”, frisa Orti.

Como a concorrência é grande entre as operadoras, o coordenador do Procon orienta as pessoas a sempre pesquisar antes de realizar as chamadas. “Se ela tiver a possibilidade de consultar a tabela de tarifação das operadoras, com certeza vai gastar menos nas ligações.”

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Metodologia

Para fazer a pesquisa, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) tomou como base ligações feitas a partir da cidade de São Paulo, com destino a um telefone fixo.

Foram observados todos os planos das operadoras para o consumidor residencial. Como fonte, foram usados os sites das operadoras e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

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