Diversas campanhas e iniciativas da sociedade civil vêm tentando mostrar aos consumidores que o álcool é uma droga tão prejudicial à saúde como o cigarro, a maconha ou a cocaína. No ano passado, o conselho do Código Brasileiro de Auto-regulamentação Publicitária (Conar) aprovou diversas mudanças nas normas éticas que regulam a publicidade de bebidas.
Entre as principais alterações, ficou decidido que as propagandas só podem trazer atores ou figurantes com mais de 25 anos, sem qualquer exploração de erotismo, sem uso de linguagem e recursos gráficos do universo infantil (animais, desenhos ou bonecos) e sem cenas de ingestão do produto.
Em Bauru, após a aprovação da lei que proíbe a presença de bares e botequins a menos de 100 metros de escolas, tramita na Câmara Municipal o projeto de lei que pretende estabelecer o fechamento dos bares às 23h, na tentativa de combater a violência e a criminalidade. O projeto seria votado nesta semana pelos vereadores, mas o vereador Zito Garcia (PPS), membro da Comissão de Comércio e Indústria pediu vistas do processo e adiou a votação para agosto.
A assessoria de imprensa do Ministério da Saúde informa que um grupo técnico de representantes do governo e da sociedade também vem discutindo outros critérios que dizem respeito ao controle da publicidade e da venda de bebida alcoólica, que devem ser apresentados em breve. Além da Saúde, o grupo conta com representantes do Ministério da Educação, Justiça e das Cidades, além da Secretaria Nacional das Drogas.