Tribuna do Leitor

Guarda-roupa completo no ‘Shopping B’

Luly Zonta
| Tempo de leitura: 2 min

“De roupa nova compro apenas calcinha e sutiã. O resto, até sapato, só compro em brechó e é ótimo”, declara a manicure Nely Lídia Matos, 45 anos, que garante que há anos só compra roupa usada, inclusive para o marido e os filhos.

Além do preço mais em conta, ela aponta que sempre encontra coisa nova e gasta 70% menos.

Até suas peças de estimação, uma calça jeans de grife e uma sandália que comprou há seis anos em São Paulo (e que por coincidência estava com ela nos pés), Nely adquiriu em brechós.

“Há 20 dias, comprei uma calça e paguei R$ 10,00. Na loja, a mesma peça do mesmo modelo estava por R$ 45,00. Mas agora tem outra diferença: a minha calça é bordada. Eu mesmo customizei”, comemora a manicure, que veio de São Paulo há alguns anos.

Nely conta que não tem preconceito em vestir uma roupa usada. Não leva adiante a crença de que a peça guarde energia de outra pessoa. Basta lavar, antes de usar. “Eu recomendo.”

“Meu filho era garçon e eu só comprava camisa branca em brechó, pagava R$ 4,00 por uma camisa de grife daquelas que a gente não acha nunca por um preço assim.”

As roupas de Nely, mesmo usadas, também servem de moeda. Ela conta que muitas vezes cansa de uma roupa e troca por outra. E aconselha que as festas de fim de ano e datas comemorativas, como Dia das Mães e dos Pais, são as melhores épocas para adquirir peças novas, ou melhor, semi-novas.

Ela conta que chegou até a emagrecer para entrar numa blusinha que viu em um manequim e torcia para que ela não fosse levada. Depois de alguns meses de sacrifício, ela conseguiu as duas coisas: os quilos a menos e a blusa “nova”.

Se lhe perguntam onde adquiriu determinada roupa, a manicure sem medo de ser feliz dispara, fazendo charme: “No Shopping B”.

Comentários

Comentários