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Saúde vacina crianças e jovens nas férias

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

A Secretaria de Estado da Saúde vai aproveitar o período de férias escolares para promover uma vacinação em massa de jovens contra a hepatite B. Um levantamento realizado pelo governo mostrou que 57% das crianças e dos adolescentes entre 5 e 19 anos ainda não foram imunizados contra a doença.

Por isso, neste mês de julho, todos os postos de saúde do Estado deverão disponibilizar a vacina gratuitamente para pessoas dessa faixa etária.

De acordo com a assessoria de imprensa da secretaria, desde 2001, quando a vacinação contra a hepatite B foi incluída pelo Ministério da Saúde no calendário oficial de imunizações do País, cerca de 4,6 milhões de crianças e adolescentes paulistas tomaram a vacina. Estima-se que pelo menos 6 milhões de jovens ainda precisam ser vacinados.

“Os pais e responsáveis devem aproveitar esse período de descanso para levar os filhos aos postos de saúde, com a caderneta de vacinação. A hepatite B é uma doença grave, mas que pode ser evitada se a pessoa estiver vacinada”, afirma a coordenadora de imunização do Estado, Helena Sato, por meio da assessoria.

Segundo o ministério, a imunização contra a hepatite B requer três doses da vacina. O calendário oficial prevê a primeira logo após o nascimento. As outras duas doses são administradas, respectivamente, um e seis meses depois. Durante a campanha de férias, a secretaria vai disponibilizar a vacina mesmo para quem não recebeu a dose nos primeiros meses de vida.

A hepatite B é caracterizada por uma inflamação no fígado. A gravidade da doença depende da resposta imunológica de cada pessoa. As manifestações clínicas vão desde um quadro semelhante ao da gripe até uma insuficiência hepática grave, capaz de matar.

A doença é causada por um vírus que pode ser facilmente transmitido pelo contato com sangue ou outros líquidos humanos contaminados, incluindo urina, saliva, fezes, leite materno, sêmen, secreção nasal ou vaginal.

Não existe cura para a hepatite B, apenas tratamento para sua estabilização. Mas, uma vez adquirido o vírus, a pessoa será portadora da doença por toda a vida. A vacina é a melhor alternativa de prevenção.

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