Em consonância com o professor Maximiano Augusto Gonçalves em seu “Dicionário de Dificuldades da Língua Portuguesa, Tecnoprint Gráfica Editora”: ... esta locução (a par) significa “informado”, “ciente”, “prevenido”, “cônscio”. Exemplo: Estou perfeitamente a par (informado) das últimas ocorrências. Não se deve confundir com “ao par”, expressão consagrada em relação ao câmbio: “câmbio ao par”.
Corroborando, o professor Francisco da Silveira Bueno, em seu Minidicionário da Língua Portuguesa, Editora FTD, diz que: “estar ou andar a par” significa: “saber”, “conhecer”.
Assim sendo, “na criação do Plano Real, o governo colocou o dólar ao par do real, isto é: um dólar passaria a valer um real” (esta frase é de minha autoria).
O questionamento “estar a par” ou “estar ao par” emergiu quando um comentarista perspicaz do JC publicou, em 1974, o seguinte comentário: “bem se vê que esse cronista não está muito a par das andanças do filho de Dondinho...”
Na reprodução desta linha de pensamento, em publicação do JC de 30/6/04, na coluna “A Tribuna do Leitor”, na missiva do professor Gilberto Sidney Vieira, intitulada: “Reminiscências”, constou-se (por um lapso de transcrição da redação do JC): “ao par” ao invés de “a par”.
Portanto, corretíssimo está o comentarista do JC, em sua original (1974) publicação. (Professor Gilberto Sidney Vieira - RG 3.476.358)