Cultura

Acesso aos livros é democratizado

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 3 min

As modificações da biblioteca “Rodrigues de Abreu” prometem garantir mais qualidade aos serviços oferecidos à população. Inaugurada em novembro de 1972 na administração do ex-prefeito Alcides Franciscato, a unidade possui mais de 32 mil títulos em seu acervo, a maioria deles doados pela comunidade. “Recebemos livros diariamente”, aponta Elizete Barro.

Recentemente, o acervo adquiriu 1.300 obras por meio de uma parceria firmada com expositores que participaram da 4.ª Feira do Livro Infantil, realizada em abril, no Centro Cultural “Carlos Fernandes de Paiva”. “Todos os expositores doaram 10 por cento de seu faturamento e esse valor foi revertido para a compra de livros. Compramos títulos infantis porque tínhamos maior carência deles”, justifica Elizete.

As obras do acervo podem ser consultadas e retiradas - a quantidade é de no máximo três volumes por usuário e o tempo de permanência é de até 15 dias com prazo renovável por mais sete dias. Para ficar sócio da biblioteca, é necessário um documento de identidade, fotografia e comprovante de residência. “Não há limite de idade e é aberto a qualquer pessoa da comunidade”, ressalta Elizete. Atualmente, o espaço possui em média 11 mil associados.

Além do empréstimo de títulos, a biblioteca oferece outros serviços, todos gratuitos. Entre eles, a consulta a obras de arte, enciclopédias, jornais e revistas; espaço para estudo; pesquisa na Internet; e aluguel de filmes, a maioria deles documentários e vídeo não-comerciais. O local também funciona como sede para a realização de eventos locais, entre eles a reunião dos membros da Academia Bauruense de Letras e encontro de trovadores.

Mini-centros culturais

Criadas para facilitar o acesso da população carente ao livros, as unidades ramais da biblioteca central atendem mais de dez mil pessoas em seis bairros: Núcleo Geisel, Jardim Progresso, Vila Tecnológica, Vila Falcão, Núcleo Mary Dota e Centro Rural de Tibiriçá.

As ramais seguem a mesma estrutura da biblioteca central, mas o funcionamento ainda não é informatizado. O acervo é menor, o que não significa que os serviços oferecidos sejam em menor quantidade. Além do empréstimo de livros e do espaço de leitura, as ramais oferecem diversas atividades gratuitas nas áreas de teatro, música, dança, literatura e artes plásticas - a maioria delas voltadas para o público infantil.

A programação dos cursos é mensal, sendo promovida geralmente nas unidades do Geisel e Vila Tecnológica, que possuem maior espaço físico. “E uma espécie de mini-centro cultural, procuramos levar para as unidades dos bairros tudo o que existe no Centro Cultural”, explica Márcia Mendes, chefe de extensão das bibliotecas ramais.

Já que o objetivo é democratizar o acesso à leitura, a SMC conta também com o Bibliônibus, um pequeno acervo volante que percorre semanalmente diversos bairros localizados em regiões mais distantes de Bauru. Entre eles, Jaraguá, Leão 13, Gasparini, 9 de Julho, São Geraldo, Vila Dutra, Vila São Paulo, Santa Terezinha e Otávio Rasi. “O ônibus tem um ponto fixo de atendimento. Ele fica parado durante um período do dia, das 8h30 às 11h15”, diz Márcia. “O intuito é levar a leitura ao alcance de todos”, reforça.

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