Regional

Compra conjunta de couro diminui custos em até 20%

Agência Sebrae
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Bocaina - A compra conjunta de couro e de acessórios e suprimentos, como linha, pigmento e óleo, tem gerado economia de até 20% para cerca de dez empresas participantes da Associação das Indústrias de Couro, Fabricantes de Artefatos e Afins (Associcouros) de Bocaina (69 quilômetros a nordeste de Bauru).

“O setor enfrenta dificuldades para repassar os aumentos de preço dos fornecedores. Comprando individualmente, eu pagava R$ 1,65 pelo quilo do couro. Em conjunto, ele tem saído a R$ 1,37”, conta Marcio Ferrari, sócio da Quality Couros.

Há sete anos no ramo de equipamentos de proteção individual (EPI), como luvas e aventais, utilizados por metalúrgicas, siderúrgicas e empresas de construção civil, ele aprova a idéia de uma central de compras.

“Mesmo com o pagamento à vista, contra um prazo de 40 dias na outra situação, é uma economia considerável”, ressalta Ferrari.

Ao lado do setor canavieiro, as indústrias de acabamento e raspas de couro têm grande participação na economia da cidade.

Segundo Helena Romão, secretária da Associcouros, 68 empresas participam da entidade. Levando-se em conta as empresas informais, elas são mais de 100.

“Estamos na terceira compra conjunta. Em cada uma delas, tem crescido o número de empresários interessados em participar. Na última compra de couro foram nove toneladas”, ressalta Helena.

A Associcouros foi criada há três anos, em função dos problemas ambientais enfrentados pelo setor, decorrentes do processamento do couro.

O maior problema - o depósito de resíduos - foi minimizado com o transporte do material para uma empresa na cidade de Paulínia. Em negociação com a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), os empresários ganharam novo prazo para adequações à legislação ambiental.

“Estamos estimulando o associativismo no setor para a superação de problemas comuns”, conta Cíntia Fernandes, do escritório regional do Sebrae-SP, em Bauru.

Treinamentos empresariais sobre custos, busca de novos materiais e uma central de negociação são as próximas ações do Sebrae na cidade.

Em agosto, costureiras, que prestam serviços às fábricas, participarão de oficinas Sebraetec para organizar o setor e transferir técnicas de confecção

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