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Vestibular da Unesp registra 3,1% de abstenção no 1º dia

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 3 min

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) iniciou, ontem, as provas do seu vestibular do meio de ano com os exames de Conhecimentos Gerais. Os testes continuarão a ser aplicados hoje, com 25 perguntas dissertativas de Conhecimentos Específicos (biologia, química, física, matemática, história, geografia e língua portuguesa), e amanhã, com dez discursivas de língua portuguesa e redação. Em Bauru, o primeiro dia dos testes, que estão sendo aplicados no Colégio Técnico Industrial (CTI) e em duas unidades de um colégio local, foi marcado pelo baixo índice de abstenção: 3,1%.

Dos 974 candidatos esperados para fazer a prova este ano na cidade, número quase 13% menor que o de 2003, quando exatos 1.118 inscreveram-se para os testes, apenas 30 não compareceram, totalizando 944 vestibulandos. Segundo Norival Agnelli, coordenador do vestibular da Unesp local, a razão da diminuição do número de inscritos em 2004 é a menor quantidade de cursos oferecidos. “Enquanto em 2003 a instituição realizou provas para 23 cursos, este ano as opções caíram para apenas 17. E, em uma análise lógica, menos cursos representam menos concorrentes”, ressalta.

Apesar disso, conforme Agnelli, a concorrência permanece elevada. No total, 10.357 candidatos inscreveram-se para concorrer a uma das 705 vagas distribuídas entre os 17 cursos oferecidos. Os mais procurados foram Biotecnologia (câmpus de Assis), com 39,35 candidatos/vaga, Administração de Empresas (câmpus de Jaboticabal), com 20,8 candidatos/vaga e Engenharia de Controle e Automação (câmpus de Sorocaba), com 20,7 candidatos/vaga. O menos requisitado foi o de Engenharia Industrial Madeireira (câmpus de Itapeva), com 5,18 candidatos/vaga. Em Bauru, o mais concorrido foi o de Engenharia de Produção, que obteve a relação de 18,18 candidatos/vaga.

Para muitos candidatos, o vestibular do meio do ano é encarado como um excelente “aperitivo” preparatório para os exames realizados no final do segundo semestre. É o caso das jovens Rafaela Prado e Priscila Kelleny, que, após estudarem seis meses em um cursinho, optaram por prestar as provas para os cursos, respectivamente, de Zootecnia e Biotecnologia. Ambas ressaltaram que a concorrência, apesar de elevada, não assusta. “O importante é treinar o tempo gasto para cada questão”, destaca Rafaela. “É uma boa chance para analisar o nível de dificuldade da prova”, acrescenta Priscila.

Igual opinião também possuía Guilherme Lima da Silva, um “treineiro” - termo utilizado para o estudante de 3º colegial que presta o vestibular apenas para avaliar seus conhecimentos, pois mesmo que seja aprovado não pode efetuar a matrícula – que fez a opção por “concorrer” a uma vaga no curso de Biotecnologia. “Muitos não se preocupam com a concorrência porque estão preocupados apenas em medir o nível dos exames e, principalmente, se os esforços com os estudos poderão render bons frutos no futuro”, enfatiza.

Já Adriana Osti, que não passou em sua primeira tentativa no vestibular no ano passado, escolheu disputar uma vaga ao curso de Física Médica em 2004. Ela acredita que os testes do meio de ano, mesmo muito concorridos, possibilitam chances maiores de aprovação. “Isso porque o nível dos candidatos é mais homogêneo em relação aos que prestam os exames do final do segundo semestre. Vale a pena tentar”, considera.

Os resultados do vestibular serão divulgados no próximo dia 24, com as matrículas sendo realizadas nos dias 28 e 29 para os convocados e no dia 30 para os candidatos da lista de espera.

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