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Cobrança do DAE gera questionamento

Diego Molina
| Tempo de leitura: 3 min

Diversos consumidores vem enfrentando a fila do atendimento do Departamento de Água e Esgoto (DAE) para questionar a cobrança de valores muito superiores aos que costumam pagar normalmente. Em praticamente todas as contas, a cobrança é referente à impossibilidade de leitura correta do hidrômetro, o que dá abertura à autarquia para apresentar a tarifa com base na resolução 5 de 31 de janeiro de 2000, que visa forçar a população a conservar o hidrômetro em boas condições e facilitar a leitura do consumo.

Paulo Sérgio Martins de Siqueira, morador do Jardim América, recebeu sua última conta do DAE no valor de R$ 246,19, com a indicação de que o hidrômetro de seu imóvel estaria quebrado e apresentaria a mesma leitura há dois meses. Ontem, ele procurou pessoalmente o atendimento do DAE para tentar esclarecer a cobrança. “Eu estava viajando no último mês e fechei o hidrômetro. Não houve aumento do consumo porque não usamos água. Como é que vão me cobrar esse valor se não teve nenhum consumo?”, argumenta.

A assessoria de imprensa do DAE esclarece que as leituras na residência de Siqueira vem apresentando o mesmo valor há três meses, apesar do leiturista verificar que o imóvel está habitado. O hidrômetro do imóvel também seria antigo, com mais de oito anos de uso, de acordo com os registros da autarquia. A vida útil do hidrômetro é de quatro a cinco anos. O valor da conta, segundo a assessoria, é a tarifa comercial cobrada em caso de impossibilidade de leitura.

Também indignado com o DAE, João Carlos Amâncio Franco, morador do núcleo Mary Dota, questiona a cobrança de R$ 97,12 por impossibilidade de leitura do hidrômetro e presença de cão bravo na residência. Ele conta que sua casa possui muro alto e que o hidrômetro estaria instalado na posição correta, com visualização possível através do visor no muro.

“Eu tenho cachorro, mas o leiturista pode ver o relógio pelo muro, porque eu deixei aquela janelinha. O hidrômetro não tem problema, é novo”, afirma.

A autarquia confirma o registro de impossibilidade de leitura por presença de cão bravo no local. “Às vezes, o hidrômetro está instalado corretamente, mas a tampa está fechada ou o visor, embaçado. Se o leiturista não consegue colocar a mão pelo muro para abrir ou limpar o visor, a leitura consta como não efetuada”, explica Sandra Farias, assessora de imprensa do DAE.

Quando o leiturista não consegue colher os dados do hidrômetro, ele deixa um aviso no imóvel indicando o motivo. O consumidor tem três dias para entrar em contato com o DAE e apresentar o consumo indicado. É só informar o código de identificação, constante em todas as contas da autarquia, e os quatro números pretos indicados no hidrômetro.

Caso contrário, será enviada cobrança equivalente a 45 mil litros de água. Para imóveis com consumo médio maior do que 45 mil litros por mês, a cobrança será baseada no maior consumo registrado nos últimos 12 meses.

De acordo com dados da autarquia, 15% das 110 mil ligações de água existentes em Bauru apresentam impossibilidade de leitura por diversos motivos. O mais comum é o hidrômetro embaçado com umidade ou quebrado. Em sua sede ou no site www.daebauru.com.br, o DAE oferece quatro modelos de hidrômetros que oferecem possibilidade de leitura sem incômodo aos moradores.

• Serviço

Os consumidores podem entrar em contato com o DAE pelo telefone 0800-77-10195 e ainda (14) 3235-6159 e 3235-6160, para informar a leitura correta do hidrômetro. O atendimento da autarquia fica na rua Padre João, 11-25.

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