Regional

Sem-terra fazem protesto no Horto Florestal de Piratininga

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 1 min

Piratininga - Um grupo de 50 trabalhadores sem-terra realizou ontem pela manhã um protesto no Horto Florestal do distrito de Brasília Paulista, em Piratininga (13 quilômetros a sudoeste de Bauru).

O grupo, que está há cerca de seis anos acampado no horto e aguarda o assentamento, quer explorar o corte de madeira no local. “Eles querem utilizar a ponteira das árvores para a produção de carvão”, explica o sargento Sílvio Urel, comandante da Polícia Militar (PM) de Piratininga, que acompanhou a movimentação.

Atualmente, o terreno do horto, de propriedade do governo estadual, está sob concessão da empresa Ripasa S/A Celulose e Papel. A empresa, com sede em Lençóis Paulista, faz a extração de eucalipto no local.

De acordo com o comandante da PM, a manifestação teve início por volta das 6h. Os sem-terra bloquearam a estrada que dá acesso ao horto, impedindo a entrada de funcionários e caminhões da empresa.

No final da manhã, segundo o sargento, a situação foi controlada depois que um engenheiro florestal da Ripasa ouviu as reivindicações do grupo e se comprometeu em dar um posicionamento sobre o assunto em uma reunião futura, que deve ser marcada entre os líderes do movimento e os representantes da empresa.

O engenheiro florestal não foi encontrado ontem à tarde na empresa, por telefone, para comentar o assunto. A reportagem também não conseguiu contato com o grupo de acampados via telefone.

Segundo o sargento, além da exploração de madeira, o grupo também reivindicou a instalação de energia elétrica e água encanada no local. Uriel afirma que, nos últimos dois anos, esta a primeira vez que o grupo promove uma manifestação dentro da área do horto.

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