Agudos - Um ano e meio após a inauguração da primeira unidade do Programa de Saúde da Família (PSF), a Secretaria de Saúde de Agudos (18 quilômetros a sudeste de Bauru) comemora os bons resultados expandindo os serviços.
A partir de hoje, entra em funcionamento duas novas equipes do PSF que vão atender uma região da cidade com uma população aproximada de 8 mil.
Uma equipe ficará sediada no Jardim Europa, cuja unidade de saúde recebeu o nome de “Dirce Porto Bicalho Ayub”, em homenagem a uma moradora da cidade que teria prestado diversos trabalhos sociais no bairro.
A outra equipe ficará instalada dentro do prédio onde existe hoje o Posto de Saúde do Parque Pampulha. Inicialmente, o prédio será ocupado pelo PSF e também pela equipe médica do posto.
Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, existem planos para a construção de um novo posto de saúde no bairro. Com isso, o prédio ocupado hoje ficaria exclusivamente com a equipe do PSF.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Altair Francisco Silva, não dá para prever uma data quando isso acontecerá. “Vai depender da adesão dos moradores ao PSF.” Quanto maior a adesão, mais trabalho e necessidade de espaço terá a nova equipe.
Segundo a assessoria, os agentes comunitários que irão formar as duas equipes haviam sido aprovados em avaliações escrita e psicológica em 2003, quando foi formada a primeira equipe do PSF.
Cada grupo é formado por um médico generalista, uma enfermeira padrão, um auxiliar de enfermagem e seis agentes e seis agentes comunitários. A função de cada equipe é visitar todas as residências que integram a área de abrangência do programa. O atendimento em domicílio é feito inclusive pelos médicos e enfermeiros.
Nas unidades do PSF são oferecidos os mesmos serviços de um posto convencional, como consultas médicas, verificação de pressão arterial, vacinação, curativos e inalação.
Na avaliação do secretário de Saúde, o trabalho nessas unidades, principalmente quando a equipe visita os moradores, tem um papel importante no quesito prevenção.
Segundo ele, o atendimento em domicílio desafoga o Pronto-Socorro Municipal e evita internações.
Diagnóstico mais eficiente
O contato mais próximo com o paciente possibilita ainda, na opinião do secretário, avaliar melhor o estado do paciente. “É um elo importante com a comunidade, porque ajuda a resolver o problema na sua raiz”, diz. Segundo ele, a doença pode estar na falta de emprego ou mesmo na falta de alimentos em casa. “Não adianta receitar remédio para quem está passando fome.”
Uma visita da equipe do PSF, de acordo com ele, seria suficiente para notar deficiências como essas.
A primeira unidade do programa foi instalada no Jardim Vienense há um ano e meio. Ela atende basicamente os moradores do bairro e também os vizinhos Parque São Miguel e Chácara Avato.
Juntas, as duas novas, que entram em funcionamento hoje, atenderão moradores do Parque Pampulha, Jardim Europa, Cohab 4, Núcleo Habitacional Mário Campesato e Centenário Park.
Para manter as três unidades funcionando, o município gasta por mês cerca de R$ 39 mil, segundo o secretário, só com a folha de pagamento.
Desse total, R$ 15 mil vêm do Ministério da Saúde e o restante é dividido entre a prefeitura e a Associação Hospitalar de Agudos, entidade responsável pela contratação e pagamentos dos profissionais.