Tribuna do Leitor

Como proceder?


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Concordo plenamente com Manoel Gonçalves Ferreira Filho, que define os partidos brasileiros assim: “Não passam de conglomerados decorrentes da exigência eleitoral, sem programa definido e, o que é muito pior, sem vida própria. A autenticidade dos partidos é outra das condições da democracia. No Brasil, essa autenticidade parece ser, em face da experiência do passado e do presente, um sonho remoto, utópico. Traço inegável do caráter nacional brasileiro é a falta de inclinação para a vida cívica e associativa”. Desde há muito que o processo eleitoral convive com o sistema de coligações entre os partidos. É uma prática de aglutinação de forças políticas, objetivando a hegemonia no poder. Outros afirmam, com propriedade, que as coligações servem como instrumento legítimos de sobrevivência das minorias.

Para mim, as coligações teriam por fim ampliar o tempo de propaganda gratuita no rádio e televisão nas eleições majoritárias sem a participação dos partidos políticos menos expressivos, uma vez que, via de regra, os candidatos aos cargos majoritários são escolhidos pelos chamados “partidos grandes”. Assim, a depender do enfoque, poderão favorecer ou prejudicar os partidos pequenos.

Aqui em Bauru, estou decepcionado com as coligações. Fico com receio em dar meu voto a uma pessoa competente e compromissada com a comunidade, sabendo que ela vai trazer consigo pessoas que colaboraram com o caos causado na cidade pelas últimas administrações.

E agora? Como proceder?

Nildo Matos de Araujo - R.G. 11.963.052

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