Valem-se as autoridades federais dos meios de comunicação social com o propósito de despertar mais a infância e a juventude para a importância da leitura geral a fim de conduzir a desejadas alturas o nível cultural do País, do qual depende indiscutivelmente o futuro da nação. Jornais, revistas, televisão, rádios e alto-falantes vêm passando a todo instante pregações sobre o dever dos estudantes de lerem mais, ouvirem melhor os pais, educadores e quantos lhes dirijam a palavra com seus cordiais e oportunos ensinamentos sobre todos os assuntos intelectuais: língua portuguesa e estrangeira, história, geografia, ética e demais, não se esquecendo da arte, especificamente a musical, eis que as ligações das pessoas com a música são sumamente importantes, não podendo ficarem às margem do universo cultural.
E se tem de acrescentar que a prática dessa arte é, por si só, substancialmente valiosa, pois não só ilustra as pessoas como, através das poesias que transmitem em suas letras acomodatícias dos temperamentos humanos mediante melodias para ouvir quando se está triste e quando se está alegre, “assim como nas carimônias religiosas, no horário político, na casa do vizinho, no teatro, na trilha sonora da novela e de cinema” ela fala de tudo e a todos, como falam as pessoas mais cultas a seu derredor, constituindo-se, assim, uma notável referência cultural, educativa e fonte de prazer, estimulando a leitura reveladora de sua história.
Seria, por isso, que ressalta um musicólogo: “Enquanto houver o timbre, os sons e semitons da estesia musical, que é divina; enquanto o som das melodias que emociona e comove atrair o encanto; enquanto houver a mágica harmonia, que deslumbra, emociona e extasia corações, transformando e obstruindo maus pensamentos, não vai faltar jamais motivação, consolo ou ilusão e o homem terá sempre a companhia dos sonhos, da fantasias e da inspiração para elevar-se acima de si mesmo”. É a nossa opinião.
O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.
“Em cada pranto que se enxuga, torna-se alguém mais feliz! Em cada ato de fé, conta-se um hino à vida! Em cada sorriso que se espalha, planta-se alguma esperança! Em cada espinho que se finca, machuca-se algum coração! Em cada espinho que se arranca, alguém nos beijará a mão”.