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Ex-combatentes recebem homenagem

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 2 min

A importância de exercer a cidadania e participar da política marcou a solenidade de comemoração aos 72 anos da Revolução Constitucionalista de 1932, movimento armado organizado no Estado de São Paulo, que cobrava do governo Getúlio Vargas a instalação de uma Constituição no País. Coordenado pela Polícia Militar (PM) de Bauru, o evento foi realizado na manhã de ontem, no quartel do Comando de Policiamento do Interior (CPI-4).

A solenidade homenageou ex-combatentes da Revolução de 1932 e contou com desfiles de tropas, execução do Hino Nacional e escolta a bandeiras, entre outras atividades. Autoridades civis e militares da cidade, integrantes da Associação dos Veteranos de 1932, alunos do Centro Específico de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério (Cefam), escoteiros dos grupos Guia Lopes e Tiradentes, crianças do projeto Polícia Comunitária Mirim e pessoas da comunidade participaram das comemorações. No total, aproximadamente mil pessoas estiveram presentes, segundo a PM.

O bauruense Heni Scaf, 93 anos, que foi atirador de fuzil e metralhadora na Revolução Constitucionalista, foi um dos homenageados. Presidente da Associação dos Veteranos, ele conta que o feriado ajuda a manter viva a luta pela democracia, a exemplo do que ocorreu na Revolução de 1932.

“A data de hoje (ontem) nos deixa muito orgulhosos e contentes. Continuamos mantendo o mesmo entusiasmo de quando éramos jovens e lutamos por São Paulo”, diz Scaf. Waldemar Roberto de Almeida, 93 anos, que também foi ex-combatente, concorda. “Estou muito orgulhoso mesmo”, disse, emocionado.

A realização do evento é uma forma de sensibilizar a população a exercer sua cidadania, aponta o prefeito Nilson Ferreira Costa (PTB). “É fundamental manter viva a chama do civismo paulista, a homenagem aos (combatentes) remanescentes contribui para isso”, afirma. O deputado estadual Pedro Tobias também salienta a importância de comemorar a Revolução Constitucionalista. “A Revolução de 1932 nos deu o exemplo de que precisamos continuar lutando pelos direitos de São Paulo”, disse.

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