Tribuna do Leitor

Pensamento


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“Não há nada bom ou mal. É o pensar que o faz” - Shahbaz Fatheazam - Consultor e educador na Comunidade Internacional Bahá’í shahbaz@sanan.com.br

O processo de pensamento reflexivo é imprescindível para facilitar a internalização de valores condizentes à uma visão humanística do mundo e de uma sociedade justa, fraterna e próspera. Como diz o Hamlet de Shakespeare: “Não há nada bom ou mau. É o pensar que o faz (“There is nothing either good or bad but thinking makes it so.”). Portanto, concentraremos os nossos esforços na criação de um modo de pensar que é propício a uma mente viva, crítica e positiva, que recupera a vista e o respeito pelo universal. A nova coluna convida você, caro leitor, a participar deste empreendimento, que visa traçar uma paisagem de valores que nos encaminhará a uma convergência entre várias culturas e civilizações e não a uma intolerância da diversidade.

Em vez de optar por contar uma história linear do nosso progresso como sociedade e adotar uma progressão cronológica do pensamento humano, preferimos representações de cenas reais e atuais compactas, nas quais os protagonistas tecem os seus argumentos no esforço de esclarecer os nossos problemas e reconstituir a nossa rede das coordenadas do mundo. Um esclarecimento não simplesmente cognitivo, mas prático, tornando congruentes as peças dispersas do fragmentado mundo da vida.

Pergunta-se: há espaço para este tipo de diálogo de valores e conceitos num jornal do gênero? Uma resposta negativa despreza as conseqüências positivas de qualquer leitura apreciativa, a saber, conscientizar-se, sensibilizar-se e engajar-se contemplando um propósito maior de transformação. Portanto, atender integralmente à mudança positiva numa comunidade implica no desenvolvimento não somente de estrutura, mas de arquitetura. Como ser antecede como fazer que leva em consideração o aspecto espiritual do ser humano e as suas predisposições. Discussões do gênero aqui propostas atenderão plenamente ao aspecto multidimensional do mundo e a sua natureza peculiarmente orgânica e integrada e é este o nosso propósito.

Concluímos este ensaio com um argumento relevante ao nosso esforço modesto de nos aproximarmos dos horizontes culturais e filosóficos da Terra. No século 5, um brilhante homem de Estado, filósofo e poeta, Boécio, constatou que há duas condições necessárias para a realização das coisas humanas: a vontade e a capacidade; se falta uma delas, a ação não se realiza de forma alguma. Com efeito, se falta a vontade não se faz nada; não havendo a capacidade de nada serve a vontade.

Jordana F. Santarcangelo - RG: 295355657

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