Que o Brasil é o país do samba todo mundo sabe. Afinal, é quase impossível encontrar alguém que não tenha ouvido e dançado ao som dos batuques ou acompanhado as festas de Carnaval. Mas além de ser um gênero musical popular, o samba faz parte da identidade histórica e cultural da Nação.
Embora não seja muito conhecida, sua origem é antiga e está ligada às raízes afro-baianas. O ritmo foi trazido ao Brasil pelos escravos no início do século 20 e era tocado às escondidas. Com a gravação do clássico “Pelo Telefone”, de Ernesto dos Santos, o Donga, em 1917, o samba começou a ganhar espaço no cenário musical do País e se diversificou em outras vertentes, como o choro, os samba-enredos e o pagode.
Esses e outros capítulos da trajetória do grande gênero musical brasileiro são contados, com riqueza de detalhes, na exposição “O Samba em Verso e Prosa”, que pode ser apreciada gratuitamente até o dia 18, na área de convivência do Serviço Social do Comércio (Sesc) em Bauru.
A mostra é uma das atividades do projeto “Quem Não Gosta de Samba...”, organizada este mês pelo clube para divulgar o samba através de apresentações nas áreas de música, dança, artes plásticas, cinema e teatro.
Sob curadoria do artista gráfico Elifas Andreato, “O Samba em Verso e Prosa” tem como principal objetivo resgatar o valor cultural do gênero, aproximando o público e as manifestações culturais que marcaram a história do samba.