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Minha história: Diário de um relacionamento - A resposta


| Tempo de leitura: 3 min

Tudo começou em uma sala de aula, onde eu era a professora e você o aprendiz.. No começo, te enxergava apenas como mais um menino, como todos os outros alunos da mesma idade. Até que um dia, você, depois de dois meses sem assistir as aulas, entrou por aquela porta todo de branco, sorridente. Parecia realmente um anjo, o meu “amor perfeito”. Na hora, senti algo que não sei explicar, mas pensei “meu Deus é só um menino e meu aluno!”. Só que você não parou mais de freqüentar as aulas e eu lutava com todas as minhas forças contra aquele sentimento. Você começou a corresponder com o olhar, um gesto, um sorriso... Mas na confraternização do final do curso, você começou a falar o que sentia para mim e eu dizia: “O que sente é só uma atração pela professora”. Você dizia que não, queria namorar e sentia algo que nunca tinha sentido.

Você insistia e eu não queria o namoro. No final de 2002, começamos a namorar.

No começo é sempre muito bom, tem carinho, respeito, compreensão, amor, mas passa o tempo e começamos a conhecer realmente as qualidades e, principalmente, os defeitos do outro. No segundo mês de namoro, comecei a descobrir realmente quem você era. O menino doce e meigo foi se transformando em mimado, agressivo e muito possessivo. Eu relevava cada ato impensado e achava que um menino de 18 anos tinha muito o que mudar. Apesar dos meus 20 anos, era mais madura.

O tempo passou e também me tornei possessiva, tinha ciúmes de você. A minha mãe não aceitava o namoro e fazia tudo para estragar. O namoro foi se desgastando, mas não conseguia pôr um ponto final, a chama do peito não apagava.

Terminar um relacionamento só por incompatibilidade não era o suficiente. Você tinha qualidades que me fizeram feliz, mas sobressaíam os defeitos.

Você tinha acabado de ganhar uma moto de seus pais, com muito esforço. Parecia ter ganho um carrinho de brinquedo de tão feliz. O menino de 19 anos tinha a moto para sair e a namorada que o amava. Mas com o passar do tempo eu praticamente pagava tudo, o documento da moto eu ajudei a pagar, a gasolina, o lanche na faculdade, as baladas, o motel...

Até que um dia, no 10.º mês de namoro, brigamos no pátio da faculdade. Você cobrava a gasolina da sua moto que eu tinha de ajudar a pagar. Eu, finalmente, disse não e você, pra variar, me agrediu moralmente.

Porém, depois de tudo isso, por um amor incontrolável, eu aceitei namorar de novo, escondido. Você mudou por apenas uns dias. Eu cansei e resolvi te ferir do mesmo jeito, traindo com seu melhor amigo. Não é certo, mas foi o único jeito que encontrei para te ferir.

Conclusão: escrevi toda a minha história porque por um simples olhar de anjo, perdi o emprego que lutei tanto para conseguir. Fui mandada embora por sua causa. Tranquei a faculdade por causa das dívidas do cartão de crédito que você nunca pagou e nem teria condições de me pagar. Entrei em depressão. Com essa história espero que outras pessoas saibam dar um limite ao “amor incontrolável” que também senti por você e que aprendam a se amar antes de amar alguém.

Agradeço você ter cruzado meu caminho, pois aprendi a me amar, me respeitar e dar valor às coisas que, com muito suor, estou conquistando.

Como você mesmo publicou no jornal de 01/02/04, pelo amor que eu senti por você, você nunca foi o que eu desejei. E tenha certeza de que a vida se encarregará de dar o que você merece.

De C.R.P.

para G.M.P.

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