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Abastecimento e a moda


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O mercado vive hoje uma onda de modismos em torno do assunto cadeia de abastecimento. Por conta disso, tem-se verificado freqüentemente distorções no tratamento do tema. No fundo, o debate sobre gerenciamento da cadeia de abastecimento está se tornando cansativo, pela excessiva repetição de teorias gerais, nem sempre alinhadas ao negócio de cada empresa e muitas vezes abordadas sem o devido embasamento. No entanto, é impensável que uma empresa que esteja buscando qualquer incremento em eficiência nos negócios prescinda de projetos na área.

Assim, há necessidade das discussões em torno da cadeia de abastecimento trafegarem mais profundamente por processos de negócios, tecnologia da informação e conhecimento da realidade operacional, financeira e mercadológica. O fato é que a associação desses itens pode realmente levar qualquer empresa a um ganho ainda mais satisfatório na cadeia de abastecimento.

Os processos de negócios, por exemplo, contam hoje com metodologias eficientes para sua perfeita configuração. Pelo mesmo caminho, a tecnologia atualmente disponível suporta as melhores práticas e os mais ousados desenhos estratégicos para a cadeia de abastecimento.

Já o item referente ao conhecimento da realidade operacional, financeira e mercadológica merece particular atenção, pois é nele que reside o maior número dos insucessos registrados neste tipo de trabalho. A questão é que gerar cenários e planos através de programações, minimizações e maximizações são atividades simples se comparadas à necessidade de executar e controlar estes mesmos cenários e planos. No entanto, considerar a realidade da execução nos modelos de planejamento é vital, pois é nela que se verificam os ganhos da cadeia e os objetivos de cada processo.

Ter excelência na cadeia de abastecimento, preservando características que tornem a empresa, seus produtos e serviços únicos é, verdadeiramente, o grande desafio. Todas as organizações devem buscar a primazia em absolutamente tudo o que fazem. E, na cadeia de abastecimento, devem primar pela geração de produtos e serviços na quantidade certa, no lugar certo e na hora certa. Nem mais, nem menos!

O autor, Dalbi Arruda, é gerente-sênior da consultoria BearingPoint.

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