Tribuna do Leitor

Eu e meu filho


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Nasci em cativeiro. Um dono de circo que explorou minha beleza, que atrai os humanos quando lá comparecem. Minhas unhas foram arrancadas para proteger o adestrador de quem muito apanhei até aprender o que os humanos aplaudem quando levam suas crias ao circo.

Tive uma vida com menos sofrimentos quando vim para o Zôo de Bauru que me comprou. Apesar de não estar livre na natureza, não me faltou carinho, alimento e cuidados veterinários. Consegui ter um filho neste cativeiro. Tudo ia bem até que conseguimos fugir. Os humanos nos caçaram e nos mataram com dois tiros certeiros. Na natureza fomos criados com grande beleza, o que atrai os humanos a ponto de colocar nossa espécie em circos e em cativeiros de Zôo.

Não seria melhor os humanos que são racionais fazerem leis proibindo nossa exploração em circos, pois nosso fim sempre será o zôo, hoje, um mal necessário. A supremacia do ser humano não está em nos aprisionar, causando-nos sofrimentos para que nos aplaudam em circos. Esquecem ou não viram como apanhamos para aprender, pois não somos dotados de inteligência como homem. Peço: digam não aos circos com animais, por nós. Façam leis que proíbam os homens de nos tirar de nosso habitat. Aí, sim o homem terá o que comemorar na “Semana do Meio Ambiente”, semana esta em que morri com meu filho.

Ângela Maria Heiffig da Silva - RG. 7.413.512 - presidente da Uipa - Bauru

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