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Sufocando a gula inflacionária


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O governo italiano está alvoroçando a economia mundial com uma decisão que só pode mesmo alvoroçar: redução de todos os seus impostos e taxas. Enquanto tantos países mantêm estáticos os seus tributos e outros tantos os elevam periodicamente, a Itália parte para o inverso, diminuindo aquilo que se encontra sob a responsabilidade governamental, objetivando elogiavelmente conter o surto inflacionário na caminhada que empreende desde o epílogo do fascismo de Benito Mussolini. A partir do final da Segunda Guerra Mundial, lançada pelo nazista Adolf Hitler e assumida por outros povos, a gula inflacionária se impôs no velho país europeu e demais do universo, castigando impiedosamente suas populações com um custo de vida ininterruptamente elevadiço, logo contaminando a todos, inclusive o Brasil, a partir de 1970, quando em apenas nove anos se agigantou, atingindo 350%, de maneira que o que em 70 custava Cr$ 100,00 passou em 79 a custar R$ 350,00. Paralelamente, nos citados nove anos o salário mínimo cresceu apenas 266,35% contribuindo de alguma maneira para que a inflação cobrasse da maioria dos brasileiros pesadíssimo tributo em termos de restrição de consumo, pois que não parou e nem pára de semear fome e até doenças no seio das massas. É inegável que o invento da nova administração italiana constitui um exemplo para ser seguido pelas correlatas do universo, cumprindo às nações inflacionadas se desfazerem dos interesses que dominam seus governos e promoverem uma abertura política mais ampla, negociando com todos os grupos sociais um novo padrão de desenvolvimento econômico, afim de que o surto não continue sendo combatido, muito mal, pelo processo tradicional, a recessão, geradora da inflação do desemprego e da queda da renda popular, que corre como veículo de Fórmula Um, porquanto estamos vivendo num século de velocidade nas vias públicas, no trabalho, nas diversões e nos relacionamentos, corrida que não podia situar-se equidistante da inflação econômica. É a nossa opinião.

O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

“Tanta gente se afastou do caminho que é de luz, pouca gente se lembrou das mensagens que há na cruz. Não importam os motivos das guerras. A paz ainda é mais importante que todos eles”.

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