Economia & Negócios

Paralisação na Unesp-Bauru já ultrapassa 50 dias

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Docentes e funcionários do câmpus de Bauru da Universidade Estadual Paulista (Unesp) entram hoje no 53º dia de greve por reajuste salarial. Em assembléia realizada ontem, a categoria decidiu manter o movimento até que o Conselho de Reitores das Universidades Paulistas (Cruesp) se manifeste sobre o pedido de reabertura das negociações, feito na semana passada pelo Fórum das Seis.

A paralisação começou, no dia 22 de maio, com a principal reivindicação de reajuste salarial de 16%.

Diante de um impasse nas negociações, o Fórum das Seis - entidade que congrega os sindicatos de docentes e funcionários da Unesp, Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) - apresentou uma contraproposta no final de junho, reduzindo o pedido para 9,41% de reajuste.

Mas conforme matéria veiculada pelo JC, o Cruesp também negou, alegando comprometimento da folha de pagamento das três universidades. Depois, nenhuma rodada de negociações foi realizada.

Diante disso, no último dia 5 o Fórum das Seis protocolou um ofício solicitando ao Cruesp a reabertura das negociações salariais da categoria, segundo informa o diretor da Associação dos Docentes e Servidores da Unesp (Adunesp) em Bauru, Gilberto Magalhães. O índice de 9,41% de reposição seria para repor as perdas salariais acumuladas desde 2001.

“Estamos aguardando o Cruesp nos chamar para a retomada das negociações. Mas como isso ainda não ocorreu, decidimos na assembléia de hoje (ontem) manter a greve. As assembléias nos demais câmpus da Unesp serão realizadas amanhã (hoje), mas a tendência é de manter a paralisação em todos”, afirma Magalhães.

A diretora do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), Elaine do Amaral Godoi, diz que os servidores participaram da assembléia de ontem na Unesp e concordaram com a manutenção da greve. “No câmpus de São Paulo, a adesão é de quase 90%. Aqui em Bauru é bem menor, mas continuamos firmes (com a paralisação)”, afirma.

De acordo com Gilberto Magalhães, representantes da Unesp e da USP de Bauru devem participar hoje, na Assembléia Legislativa, das discussões sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), cuja votação está prevista para esta terça-feira. O objetivo é acompanhar as discussões referentes ao setor educacional.

Judiciário

Os funcionários da Justiça Estadual também continuam em greve por tempo indeterminado em Bauru. Segundo informações da Associação dos Funcionários do Poder Judiciário, amanhã um grupo de grevistas vai participar de uma grande assembléia marcada em São Paulo, às 14h.

A categoria iniciou a greve no dia 29 de junho pedindo reposição salarial de 39,19%, entre outros itens. O Tribunal de Justiça aprovou um índice de 26,39%, mas que até o momento não foi repassado. A adesão à greve no Fórum de Bauru é de aproximadamente 90% do total de 400 funcionários, segundo informa a associação.

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