Passado o prazo final - 30 de junho - para as convenções partidárias que definiram a escolha dos candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereadores, para as eleições de 3 de outubro deste ano, está dada a largada para a campanha eleitoral 2004.
Todas as campanhas eleitorais são sempre recheadas de muita disputa e emoção, fazendo com que elas se transformem vez ou outra em verdadeiras batalhas. As eleições municipais, eu diria, são as que têm essas características de forma mais acentuada, pois se trata de uma disputa muito localizada e, portanto, diferente das disputas estadual ou nacional.
Hoje, em minha opinião, o eleitor está muito atento e analisa com muito critério o candidato que será por ele escolhido. Foi-se o tempo em que o eleitor se deixava levar por brindes de campanha e por promessas sabidamente impossíveis de serem cumpridas.
O eleitor procura se identificar com o candidato que está para ser escolhido. Uma reflexão inicial que considero importante, e que certamente será feita, refere-se ao eleitor imaginar se pode entregar nas mãos de determinado candidato a guarda de sua casa, de sua família ou de seus filhos. Se o eleitor puder confiar a certo candidato as coisas que para ele são mais caras, certamente poderá confiar também a entrega da chave de sua cidade, ou seja, o comando da Prefeitura Municipal. Essas considerações certamente valem também para a escolha dos vereadores que irão representar a população na Câmara Municipal.
Passada essa primeira análise, já que não será a única, o eleitor certamente irá observar qual candidato mostra-se preparado para a tarefa a que se dispõe. Irá o eleitor analisar a conduta pessoal de cada um em termos familiares, no trabalho e em sua vida pessoal e na sociedade, fatores que considero importantíssimos.
A composição da chapa majoritária também é importante e a escolha do candidato e vice-prefeito pode ser também um fator decisivo e quanto mais acertada a escolha ou a composição política no sentido de somar forças, melhor. Enfim, os candidatos precisam ter credibilidade para conquistar o voto de cada eleitor.
Outra questão que sempre é observada pelo eleitor mais atento refere-se ao nível das campanhas eleitorais, que rejeita cada vez mais a baixaria, as calúnias e mentiras na tentativa única e exclusiva de enganar o povo. Claro que isso não inclui fatos concretos e verdadeiros que poderão vir à tona durante o pleito eleitoral.
Por fim, as candidaturas a essa altura já estão postas. A corrida eleitoral começa e será intensa nesses 90 dias de campanha. Que vença o melhor.
O autor, Milton Monti, é deputado federal - PL.